Por que a Geração Z pode não gostar da linguagem de programação Python?

Por que a Geração Z pode não gostar da linguagem de programação Python?

Por Kaique Lima | Editado por Claudio Yuge | 21 de Setembro de 2022 às 12h00
Python

Python é uma das linguagens mais populares do mundo atualmente, segundo o ranking do IEEE, inclusive, é a mais popular no momento.O sistema ajudou muitas empresas a conseguir seus objetivos e metas. Porém, existem alguns aspectos em que a linguagem se mostra um pouco defasada, algo que faz com que a codificação não seja a mais atrativa para a Geração Z.

Por definição sociológica, a Geração Z corresponde aos jovens nascidos entre 1995 e 2010. Em tese, esse foi o primeiro grupo de pessoas que nasceu em ambiente completamente digital, tendo crescido com acesso a internet banda larga. Existem críticas a essa descrição, já que este tipo de conexão levou mais tempo para chegar a países da periferia do capitalismo, como o Brasil.

Embora haja uma grande base de programadores e simpatizantes de Python na Geração Z, há algumas razões pelas quais a linguagem de programação talvez não seja a mais indicada para vários públicos, em especial essa faixa etária, segundo o site Analytics Insight.

Por que a Geração Z talvez não aprove tanto Python?

Uma das razões para que os mais jovens não tenham tanto carinho por Python é o problema crônico da indentação, que é um recuo não opcional da linguagem. Isso significa maior dificuldade ao usar condições e um recuo que dificulta saber onde determinada função termina.

A linguagem conta com duas versões, Python 2 e Python 3, que, na maior parte dos casos, são instaladas lado a lado no Linux. Isso forçou algumas distribuições do Linux a enviar as duas opções da codificação, já que muitos pacotes demoram demais para serem convertidos para o Python 3 especificamente.

Outro ponto são os erros de tempo de execução, com scripts que são compilados todas as vezes que são executados, o que faz que qualquer erro de códigos se manifeste imediatamente, o que leva a um desempenho ruim e um maior consumo de tempo com a realização de testes. Os espaços em branco no lugar de pontos, vírgulas e chaves são menos atraentes e intuitivos.

Aplicativos móveis são o "calcanhar de Aquiles"

Hoje, a maior parte dos aplicativos deve ser desenvolvido com uma versão estável para dispositivos móveis, e vale mencionar aqui que poucos projetos para smartphones são desenvolvidos em Python. Isso acontece porque a linguagem não é considerada a mais confiável quando se trata de desenvolver aplicativos para celulares.

Em Python, os lambdas só podem ser expressos e não declarados, o que significa que os lambdas só podem ser usados para expressões, o que impossibilita as declarações e declarações de variáveis. Outro problema é referente à velocidade, já que só é possível executar uma tarefa por vez, já que cada variável tem apenas um tipo de dado, o que atrapalha processos rodando em paralelo.

Em outros sistemas, não é necessário especificar os tipos de dados, o que, em última análise, causa um grande impacto no uso da memória. Isso acontece porque o programa precisa reservar espaço o bastante para que cada variável funcione em todos os casos. E, embora Python tenha associação com escopo dinâmico, isso pode representar um problema.

Cada expressão precisa ser testada em todos os contextos possíveis e imagináveis, o que pode ser uma tarefa bem chatinha. Por isso, houve uma tentativa de mudança para o escopo estático, o que causou mais problemas, já que os escopos internos só podem ler os externos, mas não é possível alterar.

Fonte: Analitcs Insight

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