Testes de câmera do Xiaomi 11T Pro mostram desempenho pior que seu antecessor

Por Vinícius Moschen | Editado por Wallace Moté | 29 de Outubro de 2021 às 10h52

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11T Pro
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O Xiaomi 11T Pro chegou ao mercado em setembro deste ano com especificações bastante avançadas e conjunto de câmeras liderado por um sensor de 108 MP, tendo ainda uma câmera ultrawide de 8 MP e uma macro de 5 MP. Um teste produzido pelo portal DxOMark mostra que o dispositivo é capaz de oferecer alta qualidade em fotos e vídeos, mas ainda apresenta alguns problemas específicos que fizeram ele receber uma pontuação final menor do que seu antecessor, o Mi 10T Pro.

Fotos com mais saturação e ruído

A principal falha apontada pelo DxOMark é a falta de uma lente telefoto, já que o zoom oferecido pelo Xiaomi 11T Pro é feito digitalmente por meio da câmera principal, com auxílio de um algoritmo para melhorar as características da imagem aproximada. Porém, o sensor primário é capaz de oferecer boas fotos, principalmente sob luz natural e durante o dia.

Nessas condições, o aparelho traz grande alcance dinâmico, boa precisão de cores (inclusive em tons de pele) e níveis de saturação mais altos do que o seu antecessor, a um ponto que pode até se considerado pouco natural, dependendo da foto.

Em determinadas condições, as câmeras poderão ter uma perda significativa de nitidez e textura, com níveis piores do que o Mi 10T Pro — a granulação também é mais perceptível no aparelho mais recente, até mesmo ao ar livre. Além disso, o recorte de camadas para o modo retrato é menos preciso que o modelo anterior, com algumas falhas na detecção de distãncia dos objetos.

Durante a noite, as diferenças entre as duas gerações são menos visíveis, mas de acordo com as imagens publicadas pelo DxOMark, o Xiaomi 11T Pro oferece fotos um pouco mais escuras. Portanto, as seções mais iluminadas da imagem têm menos propensão para a superexposição, mas as sombras tendem a perder nitidez de forma mais frequente.

As imagens capturadas na câmera ultrawide perdem uma quantidade significativa de nitidez, o que é esperado quando se considera a grande diferença de características em relação ao sensor principal. Nesse caso, o Xiaomi 11T Pro também se sai pior do que seu antecessor, e no geral o aparelho fica atrás também de concorrentes de outras marcas.

Qualidade de vídeo foi melhorada

Se as fotos capturadas pelo Xiaomi 11T Pro decepcionam em comparação com o Mi 10T Pro, a qualidade de vídeo recebeu um salto de qualidade. Quando posicionado de frente a uma fonte de luz, ele é capaz de expor a imagem de forma mais precisa e condizente com as informações mais importantes em cena — apesar disso, o alcance dinâmico é limitado.

Além disso, o balanço de branco está mais preciso em diversas condições, e portanto a imagem final apresenta tons mais naturais e bonitos. O foco automático é rápido e costuma ser correto na maioria das tentativas, apesar de mostrar erros ocasionais. As texturas apresentam nível de qualidade similar ao modelo antecessor, e a estabilização é eficiente para movimentos menos bruscos, mas não consegue compensar perfeitamente as tremidas mais intensas.

Fonte: DXOMARK