Samsung remove "Z" dos Galaxy Z Fold 3 e Z Flip 3 em países da Europa

Por Vinícius Moschen | Editado por Wallace Moté | 29 de Março de 2022 às 10h26

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A Samsung removeu a letra Z do nome dos seus modelos dobráveis em sites de diversos países europeus, como notou o perfil @ishanagarwal24 no Twitter. A decisão pode ter relação com a invasão da Ucrânia por parte da Rússia, já que a letra é utilizada como símbolo favorável à invasão das tropas russas, inclusive em tanques e outros equipamentos militares.

Os dispositivos aparecem apenas como "Galaxy Fold3/Flip3 5G" nas lojas, mas vários locais ainda mostram a letra Z normalmente — de forma curiosa, os sites da Samsung na Ucrânia e na Rússia ainda não implementaram a mudança de nome dos celulares. Além da modificação nas páginas de compra na Internet, a Samsung também teria feito novas impressões para as caixas dos aparelhos.

Quando foi inaugurada em 2019, a linha de celulares com tela flexível da marca coreana não trazia o Z em seu nome: o primeiro dobrável da Samsung foi batizado como Galaxy Fold. Seu sucessor foi lançado um ano depois, já com a nomenclatura Galaxy Z Fold 2 — entre as duas gerações, a empresa ainda apresentou o primeiro Galaxy Z Flip, com um formato mais compacto e dobra no eixo horizontal.

A Samsung não se pronunciou de forma oficial em relação às mudanças, e por isso não é possível saber se elas são definitivas. Porém, é provável que ela permaneça pelo menos até a amenização dos conflitos, algo que também não é possível prever neste momento.

A utilização da letra Z com significado bélico é um fenômeno bastante recente e relacionado com a invasão atual da Ucrânia por parte da Rússia — ou seja, não tinha uma simbologia relevante quando a Samsung lançou a segunda geração dos seus dobráveis. Porém, o cenário tornou-se mais conflituoso no último mês, quando alguns países chegaram a proibir a exibição pública da letra, como é o caso da Alemanha.

Em resposta aos ataques realizados no leste europeu, a Samsung já suspendeu suas exportações à Rússia. A decisão foi tomada após pedidos públicos por parte de autoridades ucranianas, e a marca também anunciou que doará 6 milhões de dólares (cerca de R$ 28 milhões em conversão direta) para esforços humanitários locais, além de 1 milhão de dólares (R$ 4,75 milhões) em produtos eletrônicos.

Fonte: Twitter/@ishanagarwal24