Roubaram meu FGTS, e agora? 3 coisas imediatas para fazer

Roubaram meu FGTS, e agora? 3 coisas imediatas para fazer

Por Kaique Lima | Editado por Claudio Yuge | 20 de Setembro de 2022 às 18h20
Agência Brasil/Marcelo Camargo

Não é de hoje que o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é alvo de golpistas e tentativas de fraude, desde empresas que não fazem os depósitos corretamente até criminosos que buscam sacar o benefício de pessoas desavisadas. Esse cenário se agravou com as liberações de saques extraordinários, que têm ocorrido de tempos em tempos desde 2017.

Assim como as fraudes do Auxílio Emergencial, pago durante a fase mais grave da pandemia da Covid-19, em 2020 e 2021, os golpes envolvendo o saque extraordinário do FGTS deixam poucos rastros e, em alguns casos, a pessoa que foi roubada sequer percebe o desfalque. A principal arma dos criminosos é o uso indevido dos dados cadastrais das potenciais vítimas.

Como saber se caiu no golpe do FGTS

O último saque emergencial do FGTS foi aberto em meados de abril e ocasionou uma série de fraudes, com vítimas que sequer sabem que tiveram valores de seu Fundo de Garantia sacados. Para saber se seu benefício foi sacado ou não, é necessário entrar na conta do FGTS e solicitar os extratos de 2021, 2021 e 2022.

Em todos eles, é necessário que hajam saídas no valor de R$ 1.045,00 e, caso o beneficiário não tenha sacado esse montante, esta quantia deve ter voltado à conta do cidadão em decorrência da inércia do titular da conta. Caso haja a saída dos R$ 1.045,00, mas não tenha o retorno do valor para a conta do FGTS, é provável que tenha acontecido uma fraude no saque do benefício.

3 ações imediatas para fazer caso tenha o FGTS roubado

Abaixo estão as três ações mais recomendadas para quem teve seu FGTS roubado.

1. Ir o mais rápido possível e pessoalmente até uma agência da Caixa Econômica Federal para pedir informações sobre o saque dos valores;

2. Após ter todas as informações, é necessário ir até uma delegacia de polícia para registrar um Boletim de Ocorrência (B.O). Após registrar a queixa, deve-se levar o documento à agência. Neste momento, será aberto um processo de contestação de operação bancária, que tem um prazo de resposta de em média 60 dias corridos, que deve ser aguardado pelo beneficiário;

3. Caso a Caixa Econômica Federal não faça a devolução do valor ou não apresente resposta dentro deste prazo, a recomendação é procurar um advogado, de preferência, especializado em direito do consumidor.

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