Subvariante BA.2 da Ômicron é predominante no Brasil

Por Luciana Zaramela | 29 de Junho de 2022 às 16h30

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De acordo com a mais recente atualização da Rede Genômica Fiocruz, a linhagem BA.2 já se tornou predominante no Brasil, substituindo a BA.1. Os dados foram divulgados na última sexta (24) e compreendem o período que vai de 3 a 16 de junho. O relatório mostra que as linhagens mais frequentes no país são a BA.1, a BA. 1.1 e a BA.2.

O crescimento da subvariante BA.2 da Ômicron vinha sendo observado pela Rede, resultando em mais de 70% dos genomas sequenciados no Brasil em abril e maio. Aliás, os dados ainda mostram que houve 69 casos de reinfecção caracterizados geneticamente, sendo 56 deles associados à variante Ômicron.

Até o fechamento da atualização da última sexta-feira, foram encontradas 105 amostras recombinantes em nove estados (Pará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Paraná) e no Distrito Federal. A mais frequente foi a XQ (linhagem que em breve será renomeada para XAG), com 79 amostras. Vale dizer, ainda, que as linhagens BA. 4, a BA. 5, a BA. 2.12.1, assim como a XQ, tiveram destaque no mesmo período.

Quantas linhagens do SARS-CoV-2 existem?

Até o momento, 1.917 linhagens do coronavírus causador da covid-19 já foram caracterizadas, no entanto, isso não é motivo para pânico: apenas uma parcela delas tem impacto significativo na saúde pública. Para tanto, é necessário que a variante tenha características como maior potencial de transmissibilidade e infecção, grande capacidade para escapar de anticorpos ou ambos. Quando se enquadram nessas características, as linhagens se tornam Variantes de Preocupação (VoC) e passam a ser monitoradas com cautela.

Para conferir as linhagens reconhecidas como VoCs pela Organização Mundial da Saúde, acesse o site da Rede Genômica.

Fonte: Rede Genômica, Fiocruz