Comprar iPhone 11 em 2022 é um bom negócio?

Comprar iPhone 11 em 2022 é um bom negócio?

Por Felipe Junqueira | Editado por Léo Müller | 21 de Setembro de 2022 às 14h56
Ivo/Canaltech

O iPhone 11 se tornou o quarto na “linha evolutiva” da Apple. Com três gerações sucessoras, o celular da Maçã lançado em 2019 deixará de ser produzido, e em breve será difícil encontrá-lo em estoque.

Com isso, a pergunta do título se torna uma dúvida comum entre os consumidores brasileiros. Será que comprar um Apple iPhone 11 em 2022 é um bom negócio?

É o que vou tentar esclarecer nos parágrafos a seguir. Venha entender os três maiores benefícios e os três pontos fracos desta escolha. No final, eu coloco o preço atual do celular na balança para lhe ajudar a chegar a uma conclusão.

Melhor que muito celular Android

É difícil competir com a competência de um iPhone para rodar jogos e aplicativos de maneira suave. Os celulares da Maçã se valem de uma otimização excelente entre software e hardware para extrair máxima potência com eficiência incrível.

O poder bruto do chip A13 Bionic ainda supera plataformas topo de linha concorrentes lançadas em 2020. E rivaliza bem com o que saiu em 2021, muito por conta dessa otimização. Mas eu não recomendaria o iPhone 11 no lugar de um Galaxy S22 ou outro topo de linha recente.

A comparação fica para modelos de faixa de preço um pouco abaixo. Os chamados intermediários potentes, ou topo de linha acessíveis. Entre eles, Moto G200, Galaxy S21 FE e Poco X4 GT. Que são ótimos celulares Android e aguentam gráficos pesados.

Mas eles não têm a mesma estabilidade do smartphone de 2019 da Apple, que roda jogos em alto nível por mais tempo sem perder desempenho. São modelos que eu mesmo ficaria na dúvida se não é mais jogo comprar o iPhone 11. É de se estudar caso a caso.

Qualquer intermediário não tão potente quanto esses excelentes aparelhos já ficam abaixo do celular da Apple. Que é mais caro, e aí vai de você decidir se consegue fazer o investimento de cerca de R$ 3.000 ou se algo mais em conta e menos potente já lhe atende.

Atualização de software

Outro ponto de vantagem do iPhone 11 sobre muito celular intermediário Android é a quantidade de atualizações que ainda vai receber. Se a Apple não mudar nada em seu cronograma de updates, o aparelho de 2019 ainda receberá mais duas versões do iOS, chegando ao 18.

O já citado Moto G200 recebeu o Android 12 e deve parar por aí. A Samsung está mais à frente neste quesito, e prometeu até cinco anos de updates em seus modelos principais. A Xiaomi não é muito transparente com sua política de updates.

iPhone 11 tem o notch grande, comparado com o iPhone 13 e o iPhone 14 (Imagem: Ivo Meneghel Jr/Canaltech)

Ou seja, ao pegar um celular da Apple lançado em 2019, você terá segurança garantida até 2025. Isso porque a empresa ainda envia pequenas correções por um ano após lançar oficialmente uma nova versão.

Concorrentes Android sofrem neste sentido. O Galaxy S21 FE compete bem, enquanto o Poco X4 GT é uma incógnita, apesar de receber pelo menos atualizações da interface MIUI por mais de dois anos.

Câmeras ainda dão para o gasto

Por fim, temos mudanças na câmera. O sensor do modelo de 2019 já ficou bem defasado quatro anos depois, em relação aos outros aparelhos da Apple. Mas as fotos registradas com o celular de quatro gerações atrás ainda são muito boas.

O Canaltech fez um comparativo das câmeras de todos os modelos do iPhone XR ao iPhone 13 Pro Max. E, apesar de haver melhorias a cada nova geração, os resultados não são tão visivelmente superiores, especialmente na tela do smartphone.

Com o iPhone 11, você vai ter de desvantagem uma IA menos preparada para fotos com pouca luz e a estabilização. Neste segundo caso, influencia pouco nas fotos, mas a mudança maior está nos vídeos, que ficam mais suaves mesmo enquanto você anda.

Mas, repito o que já escrevi em março: as câmeras do iPhone 11 ainda dão para o gasto. E o celular da Apple supera boa parte dos smartphones Android.

Os pontos negativos

Há três desvantagens no iPhone 11 em relação aos seus sucessores: tela, bateria e redes móveis. Já adianto que não chegam a ser pontos fracos muito grandes, mas é sempre bom conhecê-los antes de definir uma compra.

O maior ponto fraco é a ausência do 5G. Os lançamentos de 2019 foram os últimos da Apple limitados ao 4G. Pode não parecer grande coisa, mas é uma tecnologia de rede móvel importante para os próximos anos. É bom ter a opção, mesmo estando indisponível em sua cidade.

A tela é a maior mudança. Além do tipo do painel, que é IPS LCD no modelo de 2019, a resolução é menor. São 828 x 1792 pixels, considerada imagem HD. O iPhone 12 já tem tela Full HD, com 1170 x 2532 pixels, mantido nas duas gerações posteriores.

Câmeras em fila vertical são uma das marcas de design do iPhone 11 (Imagem: Ivo Meneghel Jr/Canaltech)

Ou seja, os celulares da Apple lançados a partir de 2020 têm densidade de tela maior. Com relação ao painel, o OLED alcança brilho mais intenso e consegue contraste superior, além de cores mais vivas.

Com relação à bateria, houve uma melhoria na autonomia. A capacidade mudou, mas o que causa maior diferença no tempo de uso são as novas tecnologias de cada geração, especialmente a plataforma, cada vez menor e mais eficiente.

Ainda assim, tanto o iPhone 11 quanto seus sucessores só conseguem entregar cerca de um dia de uso. É bem difícil extrair mais do que isso de um celular da Apple, que ganham poucas horas a mais longe da tomada, quando têm autonomia aumentada.

Comprar iPhone 11 em 2022 é um bom negócio?

Neste texto, eu tentei mostrar que há mais benefícios do que desvantagens em comprar o iPhone 11 em 2022. O celular ainda é muito potente, vai receber atualizações até o final de 2025 e tem boas câmeras.

Sua bateria não é das melhores, mas está dentro do esperado para um celular da Maçã. A tela é inferior aos modelos mais recentes, mas também não é ruim.

Por outro lado, é um celular de cerca de R$ 3.000 que não tem suporte ao 5G. Considerando o tamanho do investimento, é um problema bem grave, já que há modelos Android compatíveis com a nova banda larga móvel por até metade deste valor.

Mas e o iPhone 12, que já tem MagSafe, tela OLED, bateria mais duradoura, câmeras ainda melhores e processador mais potente? O modelo de 2020 já chegou a custar R$ 3.600 em agosto. Tendência é voltar a este patamar em algum momento nos próximos meses.

O valor a ser pago ainda é alto, é verdade. Mesmo assim eu consideraria, sinceramente, um iPhone 12. E recomendo ficar de olho no Canaltech Ofertas para não perder promoção do celular da Apple e comprar na hora certa.

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