Comparativo Redmi 10 vs Galaxy A32: qual vale mais a pena?

Por Felipe Junqueira | Editado por Léo Müller | 10 de Janeiro de 2022 às 17h00

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Redmi 10
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Xiaomi Redmi 10 e Samsung Galaxy A32 são dois ótimos celulares intermediários, especialmente para quem busca um bom aparelho que não custe um valor muito elevado. Com hardware semelhante, eles se diferenciam nos detalhes.

Neste comparativo, vou mostrar o que muda entre um modelo e outro para ajudar quem está em dúvida a fazer a melhor escolha possível.

Então, se você quer comprar um novo smartphone e está em dúvida entre Redmi 10 e Galaxy A32, segue o texto para ver qual deles vale mais a pena, qual entrega mais em tela, desempenho, bateria ou câmeras.

Design e construção

Redmi 10 e Galaxy A32 possuem aparência bastante diferente. Na traseira, o celular da Xiaomi traz um módulo de câmera retangular no canto superior esquerdo, bem separado da tampa. Já o modelo da Samsung tem furos para as lentes direto no corpo do aparelho.

  • Redmi 10: 162 x 75,5 x 8,9 mm, 181 g;
  • Galaxy A32: 158,9 x 73,6 x 8,4 mm, 184 g.

Na frente, furo na tela para a câmera de selfies no Redmi e notch em U no Galaxy. Ambos possuem bordas bem finas, mas o aproveitamento frontal é melhor no A32, que tem aproximadamente 84,6% da frente ocupada pela tela, contra 83,4% do seu concorrente.

O celular da Samsung é mais compacto, também por ter tela um pouco menor. E oferece mais opções de cores, com acabamentos em preto, branco, azul e violeta, contra cinza, branco e azul do smartphone da Xiaomi.

Ambos ainda possuem acabamento em plástico nas laterais e traseira, com vidro Gorilla Glass na geração 3 no Redmi 10 e 5 no Galaxy A32. Em relação aos conectores, os dois oferecem USB-C para dados e energia, além de P2 para fones de ouvido.

Tela

Temos aqui um comparativo com diferença grande nas características da tela. Enquanto o Redmi 10 entrega cores mais naturais, o Galaxy A32 tem imagens mais vívidas.

Além disso, o modelo da Samsung tem contraste bem marcante e brilho que chega a um nível bem alto, o que faz dele uma opção bem melhor para usar em ambientes externos, especialmente dias ensolarados.

  • Redmi 10: IPS LCD de 6,5 polegadas com resolução Full HD+ (1080 x 2400 pixels), 90 Hz;
  • Galaxy A32: Super AMOLED de 6,4 polegadas com resolução Full HD+ (1080 x 2400 pixels), 90 Hz.

Porém, a única diferença fica para o tipo do painel, que é justamente o que muda as características citadas. A resolução é igual nos dois modelos, que usam o Full HD, com bom nível de nitidez. Além disso, ambos trazem a taxa de fluidez de 90 Hz como opcional, para dar mais suavidade à navegação.

Configuração e desempenho

Redmi 10 e Galaxy A32 têm plataformas que parecem uma evolução uma da outra. Mas, em uma análise mais cuidadosa, são praticamente a mesma coisa.

São chipsets Helio G80, da MediaTek, sendo que no Redmi 10 foi escolhido o modelo G88, que tem velocidade da GPU um pouco maior.

  • Redmi 10: MediaTek Helio G88 (12 nm), processador Octa-core (2x 2,0 GHz Cortex-A75 + 6x 1,8 GHz Cortex-A55), Mali-G52 MC2;
  • Galaxy A32: MediaTek Helio G80 (12 nm), processador Octa-core (2x 2,0 GHz Cortex-A75 + 6x 1,8 GHz Cortex-A55), Mali-G52 MC2.

Deixando a tecnicidade de lado, você talvez note uma pequena diferença em jogos, mas nada muito perceptível. O Helio G88 do Redmi 10 aguenta gráficos um pouco mais pesados com menos engasgos, mas no uso prático ambos vão pedir uma redução em jogos mais exigentes para rodar com suavidade aceitável.

São bons celulares intermediários, que dão conta dos processos mais simples do dia a dia, com alguma sobra. Você poderá usá-los para navegar em redes sociais e mensageiros por três anos sem problemas.

Eles também aguentam algum tempo de uso um pouco mais exigente, mas talvez você sinta a necessidade de trocar de aparelho um pouco mais rápido.

Os dois modelos são vendidos oficialmente no Brasil com 128 GB de armazenamento interno, que é o mínimo para modelos intermediários atuais. Ambos oferecem aumento da capacidade com o uso de cartões micro SD, também.

Sistema operacional

A interface pode ser o ponto de desempate para muita gente. O Redmi 10 traz a MIUI em sua versão 12.5, com muitos dos extras oferecidos em modelos mais avançados da Xiaomi.

Já o Galaxy A32 tem a One UI 3, que por incrível que pareça tornou-se mais leve e fluida que a concorrente da vez. E isso sem deixar de oferecer recursos a mais.

Em termos de atualização, não sabemos muito bem até onde a Xiaomi pretende levar o seu modelo em relação a versões do Android, mas ele deve receber novos recursos por bastante tempo, no mínimo dois anos.

A Samsung deve atualizar o seu aparelho pelo mesmo tempo, além de entregar atualizações de segurança por um ano a mais.

Câmeras

O Galaxy A32 tem câmeras com resolução maior que a contraparte do Redmi 10, tirando a super grande-angular, ambas com 8 MP. Consequentemente — mas não apenas por isso — o modelo da Samsung entrega resultados melhores em fotografia.

  • Redmi 10: 50 MP (f/1.8, principal) + 8 MP (f/2.2, ultra wide 120°) + 2 MP (f/2.4, macro) + 2 MP (f/2.4, profundidade); 8 MP (f/2.0, frontal);
  • Galaxy A32: 64 MP (f/1.8, principal) + 8 MP (f/2.2, ultra wide, 123°) + 5 MP (f/2.4, macro) + 5 MP (f/2.4, profundidade); 20 MP (f/2.2, frontal).

Em definição, ambos conseguem boas fotos, com nitidez mais que satisfatória, ainda mais considerando a faixa de preço destes celulares.

Mas enquanto o Redmi 10 peca ao entregar cores apagadas e exagera demais na claridade, com fotos que parecem sempre tiradas no inverno, o Galaxy A32 equilibra bem as cores, chegando perto do real, e tem boa faixa dinâmica.

Para quem gosta de fazer edições depois de tirar a foto, ambos vão entregar bons resultados.

Fotos tiradas com o Redmi 10

Câmera principal tem 50 MP de resolução, mas junta pixels menores em um maior para aumentar sensibilidade à luz

Felipe Junqueira/Canaltech

Fotos tiradas com o Galaxy A32

Câmera principal tem bom nível de detalhes

Diego Sousa/Canaltech

Bateria

Redmi 10 e Galaxy A32 oferecem bateria com os mesmos 5.000 mAh. No geral, ambos vão conseguir entregar até dois dias longe da tomada. Mas aí depende do seu uso, e o mais garantido é que eles aguentam um dia inteiro sem pedir uma recarga.

Em testes de reprodução de vídeo, ambos têm estimativas próximas de uso. O Redmi 10 pode ultrapassar as 16,5 horas de Netflix com a tela em 50% de brilho, enquanto o Galaxy A32 fica com cerca de uma hora a mais.

Tela IPS LCD com resolução Full HD tem boa densidade de pixels, superior a 400 ppp

Ivo Meneghel Jr/ Canaltech

No uso do dia a dia, ambos ficam com a marca de um dia de uso com sobra na hora de ir dormir. Claro que pessoas mais exigentes, que ficam mais tempo com a tela ligada ou usam aplicativos que consomem mais (como Waze, jogos e afins), vão tirar um tempo menor.

O importante aqui é que são boas opções para quem trabalha com o celular, e precisa de recursos como GPS ou tela ativos por longos períodos. Além de estarem longe de fontes de energia a maior parte do tempo.

Com relação à recarga, há pouca diferença. O carregador do Redmi 10 é um pouco mais potente, com 18 W, contra 15 W do concorrente. Não é uma mudança muito grande no tempo de recarga, que fica acima de uma hora e meia em ambos.

Redmi 10 vs Galaxy A32: qual vale a pena?

O preço de Redmi 10 e de Galaxy A32 também fica mais ou menos na mesma faixa, variando entre R$ 1.200 e R$ 1.500, dependendo das ofertas disponíveis. Ou seja, você vai pagar mais ou menos o mesmo valor independente de qual dos dois escolher.

E aí eu acho que o modelo da Samsung vale mais a pena, por entregar tela melhor, câmeras mais competentes e não ficar atrás do concorrente em nenhum outro aspecto.

Além disso, o valor mencionado é para modelos fabricados no Brasil, com garantia de 12 meses e tudo o mais. O Redmi 10 nestas condições fica com o preço um pouco maior.

Isso não significa que você vai ter um celular inferior se, mesmo assim, preferir o modelo da Xiaomi. Ele é quase tão bom quanto o Galaxy A32, e há fatores que podem pesar mais a favor do primeiro dependendo do que você quer em um smartphone. A presença da MIUI, por exemplo.