Comparativo Moto G200 x Moto G100: qual vale mais a pena?

Por Diego Sousa | Editado por Léo Müller | 13 de Abril de 2022 às 11h16

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Motorola Moto G200
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O Motorola Moto G200 chegou poucos meses após o Motorola Moto G100 com novo visual, processamento mais potente e um preço maior. O que mudou entre as gerações? Qual deles você deve escolher? Coloquei os dois lado a lado e te conto tudo neste comparativo!

Construção e design

O Motorola Moto G200 mantém algumas características do Motorola Moto G100 em termos de construção. O acabamento é plástico nas laterais e na traseira, com uma pintura fosca na tampa.

Na minha opinião, o celular mais recente tem um visual mais agradável aos olhos, principalmente por suas câmeras agrupadas verticalmente em uma espécie de lombada. Acredito que esse design seja mais atual e harmônico com o restante do aparelho, que tenta ser mais premium.

Já o Moto G100 apresenta uma visual muito próximo do Moto G 5G Plus, intermediário lançado em 2020. O módulo de câmeras possui formato de “cooktop”, algo que já vimos em diversos aparelhos da linha. Não é feio, mas também não se destaca.

Na parte frontal, ambos possuem uma tela relativamente grande, com o G200 alcançando 6,8 polegadas, contra 6,7” do irmão mais velho. A diferença mais visível, no entanto, são os dois furos separados para a dupla de câmeras frontais.

Particularmente, não acho uma solução tão interessante, visualmente falando, quando comparada com o recorte em “pílula”, presente em alguns modelos da Huawei e no Samsung Galaxy S10+.

E parece que eu não fui o único a desaprovar essa aparência frontal, visto que, no Moto G200, a Motorola a abandonou e voltou com a câmera única para selfies. Além disso, ela o arranjou na região central superior do display, uma posição que me agrada mais que no canto esquerdo.

Com relação aos botões, ambos trazem todos os acessos na lateral direita, incluindo o botão de ativação do Google Assistente. Na parte de baixo, você encontra gaveta de chips, entrada USB-C e saída de som.

O Moto G100 leva uma ligeira vantagem nesse quesito por oferecer conector de 3,5 mm para fones de ouvido, algo que vem sendo cada vez menos incluído nos smartphones. Ah, e ele também é o único que traz entrada para cartão microSD.

Tela

  • Motorola Moto G200: 6,8", Full HD+, IPS LCD, 144 Hz, HDR10;
  • Motorola Moto G100: 6,7", Full HD+, IPS LCD, 90 Hz, HDR10.

Na tela, também não tivemos muitas novidades ano a ano. O Moto G200 mantém o painel IPS LCD do seu antecessor, além da resolução Full HD. A experiência multimídia, portanto, é basicamente a mesma, com boa fidelidade de cores, fluidez e ótimos ângulos de visão.

No entanto, como você já deve esperar de um painel LCD, nenhum dos dois entrega pretos profundos, como vemos em telas AMOLED, nem cores muito vivas. Ao menos, eles oferecem suporte ao padrão HDR10, que ajuda a garantir bom nível de detalhes nas cenas de conteúdos suportados.

Outro problema do LCD é a intensidade do brilho. Mesmo em modelos mais caros como estes, a luminosidade deixa a desejar, resultando em uma visualização menos confortável para usar na rua, por exemplo.

Para não dizer que o Moto G200 não trouxe nenhuma novidade em relação ao antecessor, ele veio com taxa de atualização de 144 Hz, inédita na linha Motorola Moto G. A navegação fica bem mais fluida que os 90 Hz do G100, principalmente na interface e em jogos compatíveis.

Configurações e desempenho

  • Motorola Moto G200: Snapdragon 888+ 5G, 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento interno;
  • Motorola Moto G100: Snapdragon 870 5G, 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento interno.

O G100 e o G200 são os Moto G mais potentes já lançados pela Motorola. O celular mais recente conta com nada menos que um Snapdragon 888+, o chipset mais potente da Qualcomm em 2021. Já o mais antigo possui o Snapdragon 870, também muito competente.

É óbvio que os dois não devem decepcionar em basicamente nada. Os dois rodam tudo muito bem, sem engasgos ou lentidão ao abrir muitos aplicativos simultaneamente. O mesmo deve acontece em jogos, já que os dois chipsets possuem GPUs extremamente potentes.

Também não acho que desempenho chega um motivo para você trocar o G100 pelo G200. Apesar do celular mais recente ser bem mais rápido, o mais antigo ainda deve oferecer desempenho de sobra por dois, três anos tranquilamente até começar a mostrar sinais de cansaço.

Vale mencionar que o G100 é equipado com 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento interno, combinação mais que suficiente para uma excelente multitarefas. É, inclusive, maior que os 8/256 GB do G200, mesmo que, na prática, a diminuição não faça muita diferença.

Quando o assunto é sistema e interface, ambos saíram de fábrica rodando o Android 11 rodando a interface My UX. A personalização da empresa é muito limpa e traz alguns extras muito interessantes, como a possibilidade de escolher cores, fontes e formatos de ícones, além de personalizar os widgets.

Moto G100 interface

Diego Sousa/Canaltech

Os tradicionais gestos de acionar a câmera e ligar o flash também estão presentes, sem contar com o Ready For, com funcionalidades extras ao conectá-lo a telas maiores com cabo USB-C/HDMI. Você pode usá-lo como um computador ou transformar o celular em uma espécie de TV box na televisão, por exemplo.

Como a Motorola oferece apenas uma grande atualização do Android para a linha Moto G, os dois aparelhos receberão apenas o Android 12. Esse é um ponto muito negativo principalmente se você estiver pensando em ficar mais de dois anos com algum deles, já que não haverá mais novos recursos do Android.

Bateria e carregamento

O Moto G100 e o G200 são equipados com uma bateria de 5.000 mAh. Os dois não decepcionam no quesito autonomia, mas o celular mais recente conseguiu um tempo menor que o irmão nos nossos testes padrões de uso, o que não necessariamente reflete a realidade.

A garantia é que você deve conseguir ultrapassar um dia inteiro de uso intenso nos dois aparelhos, sendo que o G100 deve ir um pouco mais além, podendo chegar a um dia e meio. É compreensível, já que ele tem processamento menos potente e tela menos fluida.

No carregamento, o Moto G200 conta com um acessório compatível com fast charging de 33 W, contra 20 W do irmão mais velho. Na prática, isso significa que ele enche seu tanque completamente em cerca de uma hora de 10 minutos, enquanto o G100, aproximadamente uma hora de 30 minutos.

Câmeras

Em números, o Moto G200 trouxe um conjunto fotográfico menos interessante que seu antecessor. A câmera principal de 64 MP foi substituída por uma de 108 MP; já a ultrawide, que antes era de 16 MP, caiu para 13 MP. O novo aparelho também deixou de lado o sensor TOF 3D do irmão, mas manteve o sensor de profundidade.

Mesmo com um aumento significativo na câmera principal, as imagens não melhoraram muito. Meu colega Felipe Junqueira, quem analisou o G200, disse em sua análise que os resultados ficaram mais ou menos na mesma: fotos boas, mas com pouco destaque.

No geral, ambos entregam imagens com excelente nível de detalhes e um pós-processamento que tende a suavizar as cores e aumentar o contraste. Particularmente, prefiro imagens mais vivas, como vistas em celulares da Samsung, por já estar pronta para publicar nas redes.

Com relação à câmera ultrawide, devo dizer que gostei mais das fotos produzidas pelo Moto G100 por não apresentar muitas distorções nos cantos das imagens e trazer um pouco mais de saturação. No G200, há muita elevação de contraste e o alcance dinâmico é bem baixo.

O modo macro de ambos, feito com auxílio da câmera de ângulo mais aberto, faz fotos bem boas para a categoria. Elas até que apresentam boa definição e níveis de detalhes aceitáveis.

Em selfies, é seguro dizer que o G200 melhorou bastante em comparação com o G100. Não que as fotos com o G100 sejam ruins, mas o celular mais recente apresenta um nível de saturação mais acentuado, enquanto mantém o contraste equilibrado.

O mais importante é que o rosto fica bastante destacado, enquanto o fundo da imagem não deixa de exibir bastante detalhe, mas não chega a chamar atenção de quem olha para a imagem.

Galeria de fotos do Moto G200

Modo retrato não é ruim, mas apresenta mais falhas do que seria aceitável em um celular poderoso como o Moto G200

Felipe Junqueira/Canaltech

Galeria de fotos do Moto G100

Motorola Moto G100 fotos (principal)

Diego Sousa/Canaltech

Comparativo de fichas técnicas

Moto G200Moto G100
Dimensões e peso168.1 x 75.5 x 8.9 mm, 202 g168.4 x 74 x 9.7 mm, 207 g
ConstruçãoPlásticoPlástico
Tela6,8", Full HD, 144 Hz, HDR10, IPS LCD6,7", Full HD, 90 Hz, HDR10, IPS LCD
ChipsetSnapdragon 888+ 5GSnapdragon 870 5G
RAM8 GB12 GB
Armazenamento256 GB256 GB
Câmeras108 MP + 13 MP + 2 MP + 16 MP64 MP + 16 MP + 2 MP + TOF + 16 MP + 8 MP
Bateria5.000 mAh5.000 mAh
Preço+/- R$ 3.500+/- R$ 3.000

Moto G200 x G100: vale a pena fazer o upgrade?

Depois de vermos as diferenças entre os dois aparelhos, fica claro que não vale a pena fazer o upgrade se você já tiver um Moto G100. Houve melhorias em alguns departamentos, como no desempenho, no visual e na tela, porém elas foram bastante tímidas.

O fato de o Moto G200 não receber mais atualizações de software também é um peso contra o smartphone, já que, mesmo sendo uma versão acima do G100, deixará de ser atualizado praticamente no mesmo período.

Outro fator é o preço. Ele geralmente custa cerca de R$ 3.500, um pouco acima do G100, que pode chegar a menos de R$ 3.000. Se você já tiver um G100, basicamente você estaria trocando "seis por meia dúzia", já que gastaria mais em um celular que mudou muito pouco.

Agora, se você não tiver nenhum dos dois, a recomendação é que você monitore os preços do modelo de primeira geração porque, se a diferença for grande, pode ser melhor comprá-lo em vez do celular mais recente.