Review Sonos Roam | Uma caixa de som minimalista em tudo

Por Jucyber | Editado por Léo Müller | 28 de Setembro de 2022 às 17h15

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Sonos Roam
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A caixa de som Sonos Roam é o tipo de produto focado em áudio que chama a atenção pelo minimalismo desde o primeiro contato. Com isso, o preço elevado do produto começa a levantar indagações sobre as reais justificativas para tal.

Afinal, em um mercado em que se tem a JBL Flip 6 abaixo de R$ 700, o que há de tão especial na Roam para que o seu valor próximo de R$ 2 mil faça sentido? O minimalismo dela é refletido também no cuidado da marca norte-americana na hora de refinar a qualidade de som? Confira a minha opinião na análise completa!

Prós

  • Design minimalista
  • App com rádios online
  • Compatibilidade com o Google Assistente e a Alexa

Contras

  • Som com qualidade inferior ao esperado
  • Volume baixo
  • Ausência de equalização via app
  • Preço

Design e construção

É inegável que a Sonos Roam é uma caixa de som Bluetooth com o visual atrativo. Isso se deve ao fato de a fabricante optar por um design minimalista. Independentemente da cor escolhida — preto, branco, azul, laranja ou verde —, é notório o cuidado da marca para dar uma identidade singular ao produto.

  • Dimensões (L x P x A): 6,2 x 6 x 16,8 cm;
  • Peso: 430 g.

Ela tem o formato de prisma triangular, mas com as suas pontas arredondadas para destacá-la ainda mais. Esse aspecto também permite que o alto-falante seja posicionado tanto deitado quanto em pé sobre os móveis.

Na parte de trás, está o botão para ligar a caixa e a conexão USB-C para recarga. Já no topo, existem quatro teclas para os seguintes usos:

  • Power: liga e conecta a caixa via Bluetooth;
  • M: alterna entre o modo de equalização 3D e o boost no grave;
  • Play/Pause: diversas funções diferenciadas
    • 1 toque: toca ou para a música;
    • Pressionando: conecta a Roam com outras caixas de som da Sonos;
    • 2 toques: avança de faixa;
    • 3 toques: retrocede de faixa;
  • - : reduz o volume da faixa ou retrocede;
  • +: aumenta o volume da faixa ou avança;
  • Ícone do microfone: com a luz ligada, aciona a assistente pessoal e o modo Trueplay.

Para completar, a Sonos Roam possui duas luzes de LED na sua parte frontal. A do topo dá avisos em relação à conectividade e a do rodapé informa sobre a bateria.

O design minimalista da Sonos Roam é um dos grandes pontos positivos dessa caixa de som. Além de dar um aspecto bonito ao produto, o fato de grande parte dos botões ter mais de uma função ajuda a enfatizar o uso de mais funções com menos teclas.

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Qualidade de som

A respeito da qualidade de som, a Sonos dá um tom chamativo ao seu produto, mas o uso prático é inferior ao esperado. No momento em que a Roam é ligada, o som emitido por ela surpreende por trazer um grave atrativo.

Todavia, ao tocar as primeiras músicas, é perceptível que o aparelho não consegue lidar com as nuances que cada canção visa proporcionar. Durante as reproduções, era notório que as frequências se dividiam de acordo com o volume da caixa.

Em até 20%, o grave ficava mais destacado. Entre 30% e 60%, os médios se sobressaíram, mas, acima desse nível, os agudos se demonstravam altos e estridentes, sem o refino necessário para se tornar agradável.

Na minha opinião, é muito estranho que o alto-falante se comporte dessa maneira. Afinal, a minha expectativa era de que as tonalidades se equalizassem de maneira uniforme para que todas fossem notórias em diferentes volumes.

A tecnologia Trueplay promete fazer o som se adaptar para oferecer a melhor experiência sonora em diferentes ambientes. No entanto, na prática, mesmo em locais com bom tratamento acústico, o recurso seguiu entregando uma qualidade baixa em tonalidades e volume.

App Sonos

Um elemento que poderia gerar um grande diferencial para a caixa de som Roam é o aplicativo Sonos. Apenas utilizando ele, é possível aproveitar todos os recursos implementados no produto, pois o uso somente no Bluetooth possui limitações, como a impossibilidade de utilizar as assistentes pessoais.

Entretanto, é notório que essa ferramenta ainda precisa evoluir para elevar a experiência de uso. Após conectar a caixa, é perceptível que o app tem poucas opções realmente úteis, e eu senti falta de uma opção de equalização do áudio.

Afinal, assim como eu já disse acima, parece que nem sempre a função Trueplay funciona corretamente. Mesmo em ambientes silenciosos, o resultado sonoro alcançado com o produto não me agrada e, talvez, a possibilidade de personalizar as frequências melhorasse essa experiência.

Na área de mídia, dá para controlar as músicas tocadas pelo Spotify, pois há uma sincronização entre os aplicativos. Além disso, o recurso de áudio possibilita ouvir as estações de diferentes regiões do Brasil e do mundo digitalmente. Por exemplo, mesmo morando em São Paulo, eu consegui ouvir uma rádio de Goiás.

A qualidade de som da Sonos Roam é abaixo do esperado para um produto que se caracteriza como premium. A ausência do grave em conjunto com a impossibilidade de ajustar as frequências via aplicativo limitam a experiência à dependência do Trueplay, que não trabalha de maneira eficaz.

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Bateria e conectividade

A Sonos Roam tem como vantagem a certificação IP67 que proporciona resistência à água. Ela tem o Bluetooth 5.0, e essa conexão já facilita bastante o uso no dia a dia, mas já não é uma versão tão recente. De qualquer modo, é preciso ter em mente que essa opção de sincronização é recomendável ao utilizar a caixa em ambientes sem rede WiFi.

Isso porque um dos principais diferenciais da Roam é a compatibilidade com as assistentes virtuais Alexa e Google Assistente, que podem ser acionadas pela entrada para microfone. E para tal, é preciso que o alto-falante esteja sincronizado com o WiFi da casa, mas esse processo depende completamente do aplicativo Sonos.

Em relação à autonomia, a fabricante promete até 10 horas de uso contínuo. Na prática, tocando ritmos variados de músicas com o volume a 50%, consegui utilizar a bateria da caixa de som 7 horas e 41 minutos. Uma vantagem é que ela também possui carregamento rápido, e isso permite que a carga alcance 50% em apenas 1 hora.

Concorrentes diretos

Apesar de a Sonos Roam ser uma caixa de som compacta que pode ultrapassar os R$ 2 mil, existem alternativas muito mais baratas e com melhor qualidade de som do que ela. E esse é o caso da JBL Flip 6, que é a versão mais recente de um produto popular e que só evolui a cada geração.

O alto-falante consegue entregar o mesmo nível de qualidade de som, independentemente do volume. Ela é alta, não apresenta chiados nem mesmo com o som em 100%, e as frequências médias mais encorpadas.

Outro elemento a se destacar na Flip 6 é o aplicativo JBL Portable, pois ele traz recursos de equalização que permitem ajustar as tonalidades para ter uma experiência individualizada. Além disso, o speaker portátil tem certificação IP67 para que o uso na água não afete a integridade física do produto.

Uma vantagem já citada da JBL Flip 6 em relação à Sonos Roam é o preço. O dispositivo pode ser encontrado nas varejistas por menos de R$ 600, e isso representa uma economia prática de quase R$ 1.400.

Vale a pena comprar a Sonos Roam

Como eu disse na introdução, a Sonos Roam é uma caixa de som minimalista. Visualmente, essa característica pode ser tratada como um ponto positivo, pois o formato dela e a maneira como os botões são otimizados para trabalharem no formato “menos é mais” faz sentido nessa categoria.

Entretanto, esse minimalismo não tem lugar no que diz respeito ao refino dado ao áudio. A Roam destoa muito da boa reputação em áudio que a Sonos tem, e fica aquém do que já vimos em outros produtos da marca, como na soundbar Beam Gen 2.

A experiência de uso dessa caixa de som para ouvir músicas não atendeu às expectativas em relação à divisão das tonalidades e ao volume, o qual é muito baixo. Porém, é importante destacar que ela pode ser atrativa para quem tem dispositivos de casa inteligente e deseja usar os comandos por voz da Alexa ou Google Assistente.

Todavia, pagar quase R$ 2 mil para ter uma alternativa à Echo Dot ou Google Nest Mini não faz sentido, já que são produtos que custam entre R$ 200 e R$ 300. Para quem se interessa por áudio de qualidade em um alto-falante compacto, é recomendável comprar a JBL Flip 6, pois custa um terço do valor e vale mais a pena.

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