Review Philips The One | As luzes Ambilight justificam a compra?

Por Bruno Bertonzin | Editado por Léo Müller | 25 de Novembro de 2022 às 16h04

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The One
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A Philips atualizou a sua linha de TVs no Brasil em outubro de 2022 e trouxe ao nosso país novos modelos topos de linha, que chegam para entregar recursos e tecnologias mais avançadas na atualidade. Uma delas é a Philips The One — o grande carro chefe da companhia —, que combina uma ótima tela com recursos bem atrativos.

Entre as funcionalidades, está o suporte para exibição de conteúdos em Dolby Vision e áudio Dolby Atmos, além do padrão HDR10+. Mas um dos maiores destaques é a tecnologia Ambilight, que coloca pequenos pontos de LED na traseira da TV para criar um efeito luminoso bem interessante.

Mas será que tudo isso vale a pena no papel? Eu testei a The One e agora revelo aqui um pouco sobre como foi a minha experiência com essa Smart TV flagship da Philips.

Prós

  • Iluminação traseira com LEDs
  • Boa qualidade de imagem
  • Recursos e tecnologias avançadas de exibição

Contras

  • Áudio e volume um pouco inexpressivos

Design e construção

A Philips The One tem um visual bem padrão para os modelos de Smart TVs topos de linha da atualidade: suas bordas são bem finas e discretas e isso dá um aproveitamento bem melhor ao painel.

Suas laterais também são bem discretas, o que faz com que a TV seja bem fina, característica ideal para mantê-la fixada em um painel ou mesmo direto na parede.

Ajuda bastante também o fato de o acesso aos principais conectores — como uma entrada USB, HDMI, para áudio óptico e fone de ouvido — ser facilitado na traseira. Você não precisa "espremer" tanto sua mão atrás da TV para ligar dispositivos se ela já estiver na parede — algo que acontece bastante em modelos da Samsung, por exemplo.

Os pontos de LED, que fazem parte da tecnologia Ambilight da Philips, são posicionados na traseira da TV, fazendo um contorno em volta dela. Por fim, os pezinhos dela são bem firmes e aguentam bem o peso distribuído da TV, o que garante uma boa estabilidade se for deixar em cima de um móvel.

Tela

A Philips The One chegou ao mercado em três opções de tamanhos, com telas de 55, 65 ou 75 polegadas. As tecnologias empregadas nos três modelos, porém, são as mesmas e a única diferença é, de fato, o tamanho do painel. Eu testei o modelo menor, de 55 polegadas, e me surpreendi bastante com a qualidade do display.

A TV é equipada com uma tela DLED IPS e, entre os recursos de imagens disponíveis está o suporte para reprodução de conteúdos em Dolby Vision e HDR10+. Além disso, ela também tem taxa de atualização de 120 Hz, que é ótima para jogos em consoles da atual geração ou para conteúdos com bastante ação.

A exibição é, no geral, muito boa. As cores são bem acentuadas, e a resolução é muito boa, de 3840 x 2160 pixels. Naturalmente, cores mais escuras — ou mesmo o preto — fazem com que haja um pouco de reflexo na tela, mas nada que fuja muito do padrão.

Conectividade

A Philips The One conta com várias portas físicas para a conexão de dispositivos externos — como videogames ou soundbars. São quatro entradas HDMI, sendo três ARC e uma eARC e duas USB, além do conector RF para antena e SPDIF para áudio óptico. Há ainda uma saída P2 para fones de ouvido ou outros dispositivos de áudio com plugue de 3,5 mm.

Já as conexões sem fio incluem a rede Wi-Fi dual-band, Bluetooth 5.0 e Chromecast — algo que já é comum em dispositivos com Android ou Google TV. A Smart TV da Philips também pode ser conectada às lâmpadas da linha Hue, para aumentar ainda mais a experiência de iluminação imersiva do aparelho.

Outro ponto positivo é que ela tem suporte tanto ao Google Assistente quanto à Amazon Alexa, para realizar funções ou buscas por comandos de voz aos assistentes digitais.

Sistema operacional e controle remoto

A Philips The One conta com o sistema operacional do Android TV 11 e isso permite que ela tenha acesso a uma vasta biblioteca de aplicativos, que podem ser baixados direto na Play Store. Dessa forma, os principais aplicativos e serviços de streaming poderão ser instalados normalmente na TV.

A tela inicial é bem intuitiva e agrupa tudo o que estiver instalado na TV. Além disso, na home também encontramos algumas sugestões de filmes e séries disponíveis nos apps que tem na televisão, para continuar uma reprodução ou abrir uma nova sem precisar abrir o respectivo streaming.

A navegação no sistema também é bem fluida e, por se tratar de um modelo topo de linha, é tudo muito rápido, seja para abrir um aplicativo ou alternar para outro que já tenha sido executado.

O controle remoto é bem completo. Ao contrário do que vimos nos modelos de outras fabricantes — como os da Samsung, que costumam ser bem minimalistas — o acessório da The One tem tudo o que você pode precisar para navegar na TV. Há desde teclas numéricas para acessar os canais de forma rápida até os botões de atalho para apps como Netflix, Prime Video e YouTube.

Ambilight

O maior destaque, porém, é a tecnologia Ambilight 3, que distribui pontos de LED nas duas laterais e na parte superior da traseira da TV. Essas luzes mudam de cor automaticamente de acordo com o que é exibido na tela. Além disso, o esquema de iluminação pode ter seu padrão de cores alterado nas configurações da The One.

Outro ponto positivo é que, além da iluminação nativa, também é possível integrar as lâmpadas da linha Philips Hue no sistema, para deixar o ambiente ainda mais agradável.

Sistema de som

Infelizmente, o sistema de som nativo da The One deixa um pouco a desejar. O som não é muito potente, e o volume não chega muito perto de ser considerado alto. Ela tem potência total de 20 W RMS.

Dessa forma, se quiser reunir os amigos para ver jogos ou fazer uma sessão de filmes, é bom ter em mente que o uso de uma soundbar é indicado.

Pelo menos, ajuda o fato de a TV ter suporte para o sistema DTS Play-Fi — protocolo de áudio que integra vários dispositivos compatíveis em uma única rede para selecionar o canal de áudio de forma mais rápida e em vários cômodos da casa.

Concorrentes diretos

A TCL C835 é uma potencial concorrente para a Philips The One se você estiver pensando em comprar uma TV com Android TV que traga recursos avançados de imagem, mas é importante destacar que há alguns pontos-chave que diferenciam os dois modelos.

Para começar, a TCL tem um painel QLED, que é ligeiramente superior ao DLED empregado na Philips. Fora isso, ambas contam com suporte para reprodução de conteúdos em Dolby Vision e HDR10+ com áudio Dolby ATMOS.

O sistema de áudio do modelo da TCL também é superior, assim como o sistema operacional, já que a empresa lançou a C835 com o novo Google TV, em vez do Android TV que roda na Philips.

Em contrapartida, a Philips oferece um visual mais atrativo com as luzes Ambilight presentes na traseira da TV — o que causa um efeito visual mais agradável ao assistir, principalmente à noite.

Quanto ao preço, a The One foi lançada com preço sugerido de aproximadamente R$ 4.300 para a versão de 55 polegadas. Como é lançamento, ainda não há muita variação de preço. Já a TCL C835 custa entre R$ 3.500 e R$ 4.000, com bastante alteração no valor nos últimos 40 dias.

As luzes Ambilight da Philips The One justificam a compra?

A Philips The One é uma ótima opção para quem procura uma televisão nova e quer algo com um visual mais sofisticado. Sua iluminação Ambilight é um ótimo complemento para quem quer um ambiente mais aconchegante e moderno ao assistir filmes e séries.

A qualidade do display também é muito boa e, mesmo que o painel DLED seja levemente inferior ao OLED e mesmo ao QLED, ainda é possível obter um bom resultado e qualidade de imagem, graças ao suporte à tecnologia Dolby Vision e HDR10+.

Infelizmente a experiência sonora não é tão boa, então se for mais exigente neste quesito é interessante já procurar por uma soundbar — principalmente se tiver suporte ao DTS Play-Fi — para complementar o setup.

De forma geral, no entanto, se as luzes LED ao redor da TV não forem algo muito atrativo para você, vale mais a pena dar uma atenção para modelos concorrentes, como a TCL C835, que é mais “acessível” e oferece uma qualidade de imagem superior com um áudio mais encorpado.