Review Motorola Edge 30 Pro | O celular mais poderoso da Motorola

Por Diego Sousa | Editado por Léo Müller | 24 de Fevereiro de 2022 às 11h00

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Edge 30 Pro
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O Motorola Edge 30 Pro é o principal celular da Motorola no Brasil para competir com os novos Galaxy S22 e iPhone 13. Será que ele tem força o suficiente para comprar essa briga? Eu testei o aparelho por alguns dias e conto tudo neste review.

A Motorola tenta alcançar a Apple e a Samsung no segmento de celulares premium com a linha Edge desde 2020, quando o topo de linha Edge+ (Plus) foi lançado. O modelo foi muito elogiado principalmente pelo chipset Snapdragon 865 e o suporte ao 5G.

Logo depois, tivemos a apresentação do Edge 20 Pro, o qual eu tive a oportunidade de analisar e o classifiquei como o “topo de linha que acerta em quase tudo”, já que oferecia ótima tela e desempenho, mas pecava por não trazer som estéreo e outros recursos premium.

Agora, com o Edge 30 Pro, a Motorola pôs tudo — ou quase tudo — de melhor: novo chipset Snapdragon 8 Gen 1, conjunto de câmeras, tela OLED de 144 Hz e bateria de 5.000 mAh com recarga ultrarrápida de 68 W.

Nos próximos parágrafos, confira se o Edge 30 Pro oferece uma experiência tão premium quanto seus principais rivais aqui no mercado brasileiro.

Antes de começarmos, sempre aviso que, caso você se interesse pelo Motorola Edge 30 Pro ao final desta análise, deixaremos links de compra confiáveis para você aproveitar. Vamos nessa?

Prós

  • Design
  • Desempenho
  • Tela
  • Bateria
  • Interface

Contras

  • Atualização de software
  • Câmeras
  • Resistência a água e poeira

Construção e design

Diferentemente da Samsung e da Apple, que geralmente mantêm uma identidade visual padrão nos seus smartphones premium por mais de um ano, a Motorola decidiu renovar a linha Edge novamente com um novo design.

Desta vez, o Edge 30 Pro mistura traços dos Edge 20 Pro e Edge+ ao vir com um painel frontal reto e tampa traseira com cantos mais arredondados. Infelizmente, parece que a tela Edge — característica principal da linha no início — foi abandonada de vez.

Como todo celular premium deve ser, o Edge 30 Pro traz vidro na frente e atrás, e um acabamento que lembra plástico na moldura. Confesso que não entendi a escolha do material, ainda mais considerando a recepção negativa que outros aparelhos de mesma categoria tiveram, como foi o caso do Galaxy S21 5G em 2021.

Se no smartphone da Samsung, no entanto, há uma pegada aparentemente robusta e elegante mesmo com a traseira plástica, no Edge 30 Pro a sensação é de estar segurando um Moto G, algo que, na minha opinião, não considero um ponto muito positivo por sua proposta e preço.

Importante mencionar, também, que, indo na contramão das rivais, não há certificação IP68 para resistência a água e poeira, somente o já conhecido “revestimento contra respingos d’água” que a marca coloca em todos os seus dispositivos. Na prática, melhor não arriscar tomar uma chuva ou derrubar líquidos no smartphone.

Nenhuma dessas ausências seria um problema se estivéssemos falando de um produto menos caro. O Edge 20 Pro, por exemplo, economizou em alguns detalhes para diminuir o seu custo final, mas a construção não foi um deles.

A questão, aqui, é que o aparelho de 2022 veio para competir com grandes modelos do segmento, como os novos Galaxy S22 e iPhone 13, principalmente no preço, e, ao deixar de lado um acabamento mais robusto e resistência à água, acaba largando atrás das rivais.

Um ponto positivo do projeto do Edge 30 Pro é a adição do carregamento sem fio e reverso, características que o Edge+ trouxe em 2020 e o seu sucessor retirou, infelizmente. Entretanto, um detalhe que continuou de fora foi a entrada de 3,5 mm para fones — porém já era algo esperado.

Mudou pouco, mas para melhor

Com relação ao visual, a Motorola não mexeu muito se comparado com o Edge 20 Pro. A tampa traseira mantém a tonalidade furta-cor do antecessor, conseguindo mudar de um azul para roxo quando recebe luz. Na minha opinião, é uma das cores mais bonitas disponíveis hoje.

O módulo de câmeras, por sua vez, parece que mudou muito ano a ano, mas a empresa apenas arredondou a peça retangular do irmão mais velho e trocou lentes e o flash de LED de lugar. O resultado é um aparelho muito elegante que difere dos concorrentes.

Botões e slots

O Edge 30 Pro tem apenas três botões em todo o seu corpo, sendo dois para controlar o volume e um para ligar e desligar a tela, todos na lateral direita. Felizmente, o acesso dedicado para o Google Assistente foi retirado, já que não faria sentido manter um recurso por toque que pode ser ativado por voz a qualquer momento.

O leitor de digitais fica integrado ao botão de energia, logo abaixo dos controladores de volume. A peça é muito precisa e o desbloqueio é rápido, porém gostaria que o botão estivesse um pouco mais para baixo, para deixar o acesso mais confortável.

O Motorola Edge 30 Pro é um smartphone muito bonito e elegante, mas sua pegada parece muito simples devido a sua moldura de plástico. Ele também não oferece resistência a água e poeira, o que é uma pena porque seus concorrentes já possuem o recurso.

Diego Sousa

Tela

A Motorola não parece ter mexido na tela do Edge 30 Pro em relação ao 20 Pro. Ou seja, temos um ótimo painel OLED de 6,7 polegadas com suporte a um bilhão de cores e padrão HDR10+, para filmes e séries mais vívidos.

Como você já deve esperar de um bom painel OLED, a qualidade de imagem é excelente: cores bastante vivas, pretos profundos e ampla gama de cores. O brilho máximo, por sua vez, não é tão forte quanto o do Galaxy S21, mas ainda assim é ótimo e deixa a visualização confortável em ambientes ensolarados.

A resolução do display é Full HD+, oferecendo boa definição mesmo na tela grande. No entanto, até que seria muito interessante uma resolução 2K, assim como no Galaxy S22 Ultra, para deixar a experiência multimídia ainda melhor.

Onde o Edge 30 Pro se sobressai em relação aos concorrentes é na taxa de atualização da tela de 144 Hz, maior que os 120 Hz da linha Galaxy S22 e do iPhone 13 Pro Max. Na prática, o smartphone tende a entregar animações de sistema mais fluidos, mas, sinceramente, a diferença não é tão significativa.

Nas configurações do aparelho, você consegue escolher usar a frequência máxima, a qual consome mais bateria, claro, mas também é possível selecionar a opção que deixa o sistema escolher a velocidade de atualização ideal para o conteúdo exibido.

No entanto, usando o aplicativo Display FPS para visualizar a taxa de atualização da tela em tempo real, notei que, mesmo exibindo imagens estáticas, como uma foto do aplicativo Google Fotos, ou um vídeo no YouTube (que geralmente é reproduzido em 30 fps), o display sempre ficava em 120 Hz ou 144 Hz, tendendo a consumir mais energia.

Configurações e desempenho

Por dentro, o Edge 30 Pro deve chamar muita atenção pela presença do novo chipset Snapdragon 8 Gen 1, da Qualcomm. Ele é o mesmo que equipa os novos smartphones topos de linha da Samsung e deve aparecer com mais frequência em outros modelos premium nos próximos meses.

Aliado a 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento interno (sem expansão via microSD), temos o que já era esperado de um smartphone topo de linha de 2022: desempenho simplesmente impecável para qualquer app ou gamer disponível na Play Store atualmente.

Eu rodei Genshin Impact, um dos jogos mobile mais pesados da atualidade, e não tive nenhum problema na execução mesmo com os gráficos no máximo e taxa de quadros em 60 fps.

O mesmo cenário se repetiu com Asphalt 9, Call of Duty Mobile e Free Fire, os dois últimos com ainda mais folga já que não demandam tanto da GPU. Dead By Daylight, outro título extremamente pesado, também não apresentou quedas de desempenho mesmo após meia hora de jogatina.

Um problema que vem acontecendo em smartphones equipados com o Snapdragon 8 Gen 1 é o superaquecimento. No Genshin Impact e no Dead By Daylight, especificamente, o Edge 30 Pro esquentou bastante na região das câmeras, deixando a jogatina incômoda em alguns momentos.

Vale mencionar que, para os testes, coloquei todas as configurações no máximo. Provavelmente, ele não esquentará tanto se não estiver sendo forçado até o limite. Além disso, a qualidade do jogo não chegou a cair tanto, embora você deva notar algumas quedas nos quadros em alguns momentos.

Para quem curte comparações e benchmarks, aí vão os resultados que consegui na plataforma de testes 3DMark. Lembrando que, nos meus testes, o Edge 30 Pro estava conectado apenas ao Wi-Fi e brilho em 50%.

  • Wild Life: 8.287 pontos e média de 49,60 quadros por segundo. Resultados muito próximos aos do iPhone 13 e superiores aos de toda linha iPhone 12 Pro Max, porém inferiores aos do Xiaomi 12 Pro, OnePlus 10 Pro e iPhone 13 Pro Max.
  • Wild Life Extreme: 1.956 pontos e média de 11,70 quadros por segundo. Resultados semelhantes aos do Google Pixel 6 Pro e Galaxy S21 5G, porém inferiores aos de toda linha iPhone 12, iPhone 13 e Xiaomi 12.

Por fim, mas não menos importante, falemos do 5G. A Motorola foi a primeira marca a trazer a tecnologia ao Brasil com o primeiro Edge, e o Edge 30 Pro segue essa tendência. Como a solução deve aparecer com mais frequências a partir do segundo semestre deste ano, está na hora de considerá-la no seu próximo smartphone.

Interface, sistema e recursos extras

Já começo esse tópico comentando sobre a política da Motorola sobre atualizações do Android. Nos últimos anos, a marca tem sido bastante criticada com o suporte aos seus aparelhos das linhas Moto E, Moto G e Edge.

A família mais básica Moto E, por exemplo, não recebe upgrade geracional do Android, apenas novidades de segurança. Enquanto isso, a Moto G, a mais popular da empresa, tem apenas uma atualização garantida. Já a linha topo de linha Edge recebe dois anos de sistema.

Com isso, a Motorola acaba ficando muito atrás nesse departamento aqui no Brasil, ainda mais com a Samsung expandindo recentemente o seu suporte para quatro anos (eram três) a vários aparelhos. Além disso, intermediários da linha Galaxy A também recebem três anos de atualização.

O novo Edge 30 Pro já sai de fábrica com o Android 12, portanto ele deve receber os inéditos Android 13 e 14. A interface continua sendo a My UX, que mistura elementos do Android “puro” com algumas modificações pontuais da Motorola.

Na versão do sistema baseada no Android 12, é perceptível a intenção da Motorola de se aproximar ainda mais da aparência presente nos smartphones Pixel: o painel de notificações é praticamente idêntico, com cards relativamente maiores no mesmo estilo Material You, e a barra de nível de brilho na parte de cima.

Toda personalização que o Android trouxe também está presente, portanto você consegue mudar ícones, fontes, cores do sistema e sons.

Como estamos falando de um dispositivo Motorola, há algumas particularidades interessantes, como os já conhecidos gestos para ligar a lanterna e ativar a câmera. Também tem o Gametime, que ajuda a encontrar ferramentas e configurações ideais para os jogos.

Obviamente, não poderia deixar de mencionar o Ready For, plataforma na qual é possível conectar o aparelho em telas e usá-lo como um desktop — funciona de maneira muito parecida com o DeX, da Samsung.

Outro recurso presente no Edge 30 Pro que vem sendo implementado em outros smartphones mais atuais é o “extensão de RAM” (aqui, ele é chamado de “otimização de RAM”. Basicamente, ele usa o armazenamento interno do aparelho para aumentar a RAM e otimizar o desempenho geral.

A versão da My UX baseada no Android 12 está excelente. A interface modificada se aproxima muito do Android "puro", mesmo que ainda haja alguns recursos próprios da Motorola, como o Ready For e o Gametime.

Diego Sousa

Câmeras

O conjunto fotográfico do Edge 30 Pro difere bastante do presente no Edge 20 Pro. Saiu a câmera principal de 108 MP para dar lugar a uma mais nova, de 50 MP; a ultrawide/macro também mudou, indo de 16 MP para 50 MP. Para selfies, há um super sensor de 60 MP.

O retrocesso ficou, mesmo, na terceira câmera traseira de apenas 2 MP voltada para profundidade de campo. O modelo anterior chamou muita atenção por trazer uma lente periscópica de 8 MP com zoom óptico de 5x.

Eu vou passar por todas as lentes do Edge 30 Pro em detalhes logo abaixo, mas não espere um desempenho fotográfico à altura dos seus principais concorrentes.

Câmera principal - 50 MP

A nova câmera principal de 50 MP é a "melhor" de todas. Diferentemente do modelo da geração passada, que oferecia um pós-processamento menos agressivo no contraste e na nitidez, por aqui temos cores bastante vivas e saturadas, tal qual os aparelhos da Samsung.

Particularmente, essa mudança me agrada porque, convenhamos, fotos próximas da realidade geralmente são sem graça — eu prefiro algo mais chamativo e que dê para postar nas redes sociais sem passar por edição.

Infelizmente, nem tudo é perfeito: nos meus testes, o modo retrato não funcionava sempre, requerendo muita paciência para o celular reconhecer a forma do usuário. Nesse modo, as cores também perdem aquele aspecto chamativo que elogiei mais acima.

Eu sempre elogiei o modo noturno dos aparelhos da Motorola, chamado de Night Vision. No Edge 30 Pro, os resultados muito bons, controlando os ruídos e mantendo a definição. A nitidez pode ser um pouco exagerada em alguns cenários, mas no geral o saldo é positivo.

Câmera ultrawide/macro - 50 MP

A lente de ângulo mais aberto foi uma mistura de sensações. Eu gostei dos resultados do sensor em ambientes pouco ensolarados porque o contraste e a estrutura foram controlados, e houve boa fidelidade de cores.

Entretanto, em cenários com muita iluminação, o pós-processamento peca ao acinzentar tons mais escuros, como sombras e o verde das árvores. O software também adiciona muita nitidez às imagens, consequentemente gerando ruídos excessivos.

Essa mesma câmera também é responsável pelas fotos macro, e os resultados são excelentes. A definição é impecável, as cores são chamativas e há um desfoque de fundo feito por software agradável. Um dos melhores macros que já testei.

Câmera frontal - 60 MP

A quantidade de megapixels da câmera frontal pode até impressionar, mas a qualidade das imagens me decepcionou.

Em ambientes internos consegui resultados bem definidos — o que já era de se esperar pelos 60 MP do sensor —, mas o pós-processamento tende a adicionar um contraste acima da média, deixando áreas de sombra bem mais escuras que o normal.

Já em cenários externos, a câmera frontal até consegue deixar tons de pele agradáveis, mas o fundo perde bastante em definição e fidelidade de cores — note que na imagem acima, a da direita, as árvores ficaram com um aspecto sem vida.

Vídeos

Em vídeos, o Edge 30 Pro grava em 4K e 8K com a câmera principal, ambas atingindo somente 30 quadros por segundo (fps). A ultrawide, apesar da alta quantidade de megapixels, atinge somente o Full HD a 30 fps, algo decepcionante considerando sua proposta e o poder de processamento do chipset Snapdragon 8 Gen 1.

Foto da câmera do Edge 30 Pro

Diego Sousa/Canaltech

Bateria e carregamento

Com 4.800 mAh, a bateria do Edge 30 Pro se saiu muito bem nos meus testes. Reproduzindo três horas de vídeo na Netflix, com brilho em 50% e conectado ao Wi-Fi, o aparelho consumiu 22%, dando uma estimativa total de uso de aproximadamente 13 horas.

Ele não é o melhor nesse departamento: o S21 Ultra, do ano passado, gastou 16% nas mesmas condições, enquanto o iPhone 13, apenas 13%. Pelo menos, o resultado foi muito próximo do seu antecessor, o Edge 20 Pro, e um pouco superior ao S22+.

No dia a dia, com redes sociais, vídeos no YouTube, gravação de vídeos e jogos ocasionalmente, o Edge 30 Pro conseguiu aguentar um dia inteiro de uso, chegando ao segundo dia com cerca de 40% de carga restante. O tempo de tela foi superior a seis horas, o que é ótimo.

Infelizmente, o sistema não me deixou visualizar o histórico de uso nos dias em que usei o aparelho.

Outro destaque da bateria do Edge 30 Pro é o suporte a carregamento ultrarrápido de 68 W, capaz de encher 50% de carga em apenas 15%. E a boa notícia é que o acessório vem incluso na embalagem, diferentemente de outros modelos.

Qualidade sonora

Diferentemente do Edge 20 Pro, que tem som mono, o Edge 30 Pro vem com dois alto-falantes e uma qualidade ainda melhor.

Em filmes e vídeos, as vozes têm muito mais potência e brilho, além, é claro, do efeito estéreo que dá uma maior profundidade às cenas. Em músicas, os graves estão presentes e os tons mais altos não estouram no volume máximo, o que é ótimo.

Seguindo a tendência da indústria, o Edge 30 Pro não possui conector de 3,5 mm para fones de ouvido. Mesmo assim, a marca envia um fone na embalagem com porta USB-C.

Concorrentes diretos

Com preço sugerido de R$ 6.499, o Edge 30 Pro compete diretamente com o Galaxy S22+ no mercado brasileiro.

Contra o Galaxy S22+, o topo de linha da Motorola perde na construção, já que oferece uma combinação de vidro e plástico, e na tela, mas somente por conta do brilho máximo menos intenso.

O desempenho de ambos é excelente devido ao chipset Snapdragon 8 Gen 1, porém o Edge 30 Pro leva uma ligeira vantagem pelos 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, contra 8 GB de RAM e 128 GB de memória do S22+.

Nas câmeras e no suporte de atualização do Android, no entanto, o top da Motorola fica muito atrás, portanto é importante considerar se esses dois pontos são muito importantes para você.

Conclusão

O Edge 30 Pro é um smartphone que tem boas qualidades, como desempenho impecável, bateria generosa, tela OLED fluida, interface muito próxima do Android puro e design elegante.

No entanto, não dá para ignorar alguns retrocessos sem sentido, principalmente quando falamos de um produto com preço sugerido de R$ 6.499.

A presença de um acabamento mais simples em um smartphone desse naipe mostra que a Motorola não olhou para as opiniões negativas do Galaxy S21 no ano passado, muito criticado por custar mais de R$ 5.000 e trazer uma construção menos premium se comparado com o vidro.

A ausência da proteção contra água e poeira também faz falta por aqui, afinal, mesmo que possa ser algo meio superficial, é um detalhe extra que muitos concorrentes similares já possuem.

Mas talvez o departamento de câmeras seja o principal ponto negativo do Edge 30 Pro. Apesar dos sensores atualizados, substituir a lente teleobjetiva do antecessor — que era ótima, diga-se — por um sensor de profundidade de 2 MP pouco útil é uma decisão que eu, sinceramente, não entendi.

As fotos da câmera ultrawide, por sua vez, ficaram muito aquém do esperado de um smartphone da categoria do Edge 30 Pro. Além disso, limitar a gravação de vídeo do aparelho, principalmente no sensor de ângulo mais aberto que nem mesmo grava em 4K, não faz muito sentido, já que potência ele tem.

No fim, acredito que a Motorola entregou um aparelho potente e igualmente limitado. Fica muito difícil recomendá-lo ao ter aparelhos que entregam um conjunto mais interessante e condizente pelo seu preço, como o próprio Galaxy S22+.

Termino essa análise com um bordão das redes sociais para finalizar meu pensamento sobre o novo topo de linha da Motorola. O Edge 30 Pro é um “monstro” que tinha tudo para “sair da jaula”, mas infelizmente acabou ficando preso lá dentro — o que é uma grande pena.