Review Amazfit X | É smartwatch ou smartband?

Por Jucyber | Editado por Léo Müller | 10 de Outubro de 2022 às 17h09

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Amazfit X
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A pulseira inteligente Amazfit X chega com uma proposta visual futurista. Ela não é um destaque apenas pelo seu design, mas também por entregar recursos importantes para quem busca uma experiência de uso coerente com o prometido pela empresa.

Lançado há mais de 2 anos, esse produto tenta demonstrar que ainda é uma alternativa coerente para competir com modelos mais recentes, como a Xiaomi Mi Band 7, pois ela chama a atenção do público-alvo da smartband comercializada pela Xiaomi. Mas será que a Amazfit X é uma boa alternativa para a pulseira popular? Confira a minha opinião na análise completa.

Prós

  • Design futurista
  • Interface fluida
  • GPS

Contras

  • Interface em inglês
  • Defasada para a atualidade
  • Bateria com baixa autonomia
  • Poucas opções de watchfaces

Design e construção

O seu design é totalmente diferente do que vemos em modelos concorrentes e alternativas da marca. Entretanto, o produto chama a atenção desde o primeiro contato, pois tem uma construção robusta e agradável.

O corpo dele é todo construído em liga de titânio, e isso dá uma resistência maior a esse produto curvo. Por focar em dar um aspecto minimalista, a empresa chinesa optou por remover os botões do aparelho que poderiam ajudar na navegabilidade.

Desde a experiência de unboxing, é notório que o produto foi desenvolvido para surpreender. Ao contrário de outros modelos da marca que utilizam uma caixa simples para armazenar a pulseira, a Amazfit X vem em uma embalagem de plástico arredondada, que possui a tampa transparente para exibir bem o aparelho.

Algo curioso nela é a base de carregamento. Apesar de ter um aspecto que impressione à primeira vista por ser muito grande, o carregador fica acoplado na embalagem do produto. Assim, toda vez que for necessário recarregar, basta remover o dispositivo e usar.

Porém, por fazer parte da embalagem do produto, seria interessante poder manter no compartimento maior. Entretanto, é quase impossível carregar esse acessório completo de maneira confortável, mesmo na mochila.

Outra característica que merece ser citada é o fato de a pulseira ser removível. Dessa forma, é muito fácil substituir o acessório por opções de outras cores que se encaixam no gosto e estilo de cada pessoa. Além disso, a fabricante disponibiliza uma pulseira adicional maior para se encaixar melhor em pulsos mais largos.

Tela

A área da pulseira traz uma tela de 2,07 polegadas, 336 ppi de resolução e brilho de 430 nits. Isso permite uma visibilidade interessante dos conteúdos. Apesar de não ter um display flexível, o formato consegue se acoplar bem em diferentes tamanhos de pulso. O nível de luz é muito bom, e a saturação das cores das watchfaces se equipara ao esperado.

Um elemento que sempre me chama a atenção nas pulseiras inteligentes e deixa a desejar na Amazfit X é o Always on display.

A funcionalidade está presente no aparelho, mas não atende às expectativas, pois o design futurista do produto poderia ajudar a entregar uma animação diferente ou até posicionamento no layout, mas a data e a hora ficam o tempo todo no rodapé. Isso facilita a visualização, mas mantém o resto do display inútil.

Amazfit X

Ivo Meneghel Jr/ Canaltech

A Amazfit X tem como um dos grandes pontos positivos da sua existência a presença da tela curva, pois é um design diferenciado e que ajuda a destacar o produto em relação aos concorrentes. O único elemento que joga contra essa inovação é a falta de otimização no layout do Always on display.

Jucyber

Configuração e desempenho

Na hora de conectar a Amazfit X no aplicativo Zepp pelo celular, é muito comum o usuário cometer a falha de buscar o produto na opção “pulseira”. Mas, na verdade, esse dispositivo é definido como smartwatch no app. É estranho que isso aconteça, já que não existe um software mais avançado no equipamento.

Apesar de não trazer um sistema próprio, assim como outros modelos da Amazift, a interface dessa pulseira é muito fluida. Na minha opinião, esse é o único ponto em que ela consegue empatar com a Mi Band 7, no que diz respeito à performance para acessar aos recursos.

Mesmo que “se venda” como um smartwatch, a Amazfit X é uma pulseira inteligente ou fitness tracker. Ela não possui sistema operacional que permita instalar uma variedade de app, e nem mesmo há previsão de updates para ela. Ao longo dos dias em que a utilizei, não recebi nenhuma atualização de firmware, e isso é muito comum de acontecer em produtos mais recentes. Então, isso significa que o software dela já está defasado.

Em relação aos rastreamentos, em atividades físicas, não senti a mesma precisão vista em produtos mais recentes. O mesmo vale para o monitoramento do sono, pois o dispositivo só parava de computar o modo de descanso caso eu tocasse na tela para indicar que acordei.

Para exercícios, existem apenas 9 opções rastreáveis, e isso é um grande ponto negativo, principalmente para um público com gosto variado no que diz respeito aos esportes. Todavia, é importante destacar que a Amazfit X tem GPS para facilitar o rastreamento dos percursos.

A parte de personalização é bem mais simples do que modelos recentes, pois são poucas opções de planos de fundo, sendo apenas 25 watchfaces. Ainda na parte da interface, a possibilidade de utilizá-la apenas em inglês é algo chato de lidar no dia a dia, e pode ser uma barreira para quem não compreende o idioma.

Bateria e carregamento

Algo interessante de se destacar é que a própria embalagem já possui a base de carregamento magnética acoplada nela. Com isso, a compatibilidade desse dispositivo com outros tipos de carregador é nula.

A vantagem dessa base de recarga é que não precisa remover a pulseira, pois dá para envolver o produto por completo sem que isso afete a comunicação entre os conectores. O processo de carregamento fica dentro do esperado, por volta de 2 horas, então deixa a smartband carregando enquanto efetua outras atividades para não perder a paciente.

Em relação à autonomia, mantendo todos os recursos ligados e sincronizados com o aplicativo, consegui manter a pulseira ligada por 2 dias, com uma média de 47% de gasto por dia. Sem ativar o rastreamento cardíaco contínuo, essa média subiu para 3 dias, pois gastei 38% de carga por dia.

Isso é um número interessante, pois se encaixa na estimativa da empresa para esse produto de 220 mAh de bateria. Porém, é preciso destacar que esse gasto pode variar segundo o seu tipo de uso.

Concorrentes diretos

Uma das maiores concorrentes da Amazfit X no mercado atualmente é a Mi Band 7. Apesar de o produto da Xiaomi não vir com um sistema próprio — assim como a Amazfit GTS 4 Mini —, a experiência de uso é superior à obtida com o produto de design diferenciado.

Mesmo que o corpo da Xiaomi Mi Band 7 Pro siga o padrão de pulseiras inteligentes com visores maiores, a distribuição dos ícones é agradável, principalmente no modo AoD — Always on Display.

Nos modos esportivos, são mais de 100 atividades físicas monitoradas com o dispositivo. Na prática, o rastreamento funciona muito bem, e o monitoramento de sono se mostra mais eficaz.

Outro ponto a se destacar é o preço, pois a Mi Band 7 pode ser encontrada a uma média de R$ 400, enquanto a sua concorrente sobe para R$ 475. Essa diferença de valor não se justifica, já que a usabilidade é equivalente.

A Amazfit X é mais do que um design futurista?

A Amazfit X, ao contrário do que muitos pensam, é apenas mais uma smartband comum dentro desse mercado saturado e carente de inovação. O produto traz um design futurista que chama a atenção de quem curte esse tipo de aparelho, e não é por acaso que foi lançado por R$ 2 mil e agora custa em torno de R$ 475.

Entretanto, a tela curva não é confortável em pulsos mais largos, e nem mesmo a pulseira maior ajuda na ergonomia. Apesar de o visor ter um espaço útil interessante, ele é mal aproveitado quando o modo Always on Display está ativo.

Além disso, a falta de opções atrativas de watchfaces e quantidade limitada de atividades com monitoramento faz a aquisição desse produto representar um retrocesso em recursos. Outro ponto que faz a compra não valer a pena é o tempo de mercado, já que, a Amazfit X tem 2 anos e, dentro da minha experiência de uso, o aparelho não recebe mais atualizações de firmware.

Por isso, é mais interessante deixar a inovação de lado e comprar algo que realmente faça sentido no uso diário, como é o caso da Xiaomi Mi Band 7 Pro. Esse produto tem uma tela com bom aproveitamento, traz mais recursos e uma interface fluida. Por isso, é melhor comprar o dispositivo mais recente da gigante chinesa.

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