Review Amazfit Bip 3 | A smartband ainda é uma boa opção?

Por Jucyber | Editado por Léo Müller | 27 de Setembro de 2022 às 10h16

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Amazfit Bip 3
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Disponibilizado no Brasil desde junho de 2022, a pulseira inteligente Amazfit Bip 3 foca em ser uma alternativa para aqueles que curtem smartbands, mas preferem alternativas com tela maior do que a presente nas Mi Bands.

Entre os diferenciais, está a tela AMOLED e a bateria com alta durabilidade. Para muitos usuários, essas são características muito importantes na busca por um dispositivo focado em custo-benefício.

Quer saber se vale a pena comprar a Amazfit Bip 3? Então, confira a análise completa.

Prós

  • Tela com boa visibilidade
  • Design confortável
  • Ótima autonomia de bateria

Contras

  • Interface com um pouco de lentidão
  • Ausência da Alexa

Design e construção

Apesar de ser desenvolvido para ser uma versão mais barata — em comparação com a linha GTR e GTS —, o Amazfit Bip 3 tem um corpo bem agradável. Ele é leve, a pulseira tem uma fixação simples, mas funcional.

Mesmo que a empresa chinesa use outro formato de ajuste do acessório nos modelos mais avançados, não há deméritos nessa versão. É notório que esse produto foi feito para dar uma longevidade no uso, pois tem uma resistência maior do que as opções utilizadas nas Mi Bands.

O fato de a pulseira ser removível se torna uma boa vantagem para a experiência de uso ser mais personalizada. Isso porque dá para trocar o acessório por opções que façam mais sentido para o estilo de cada um, com diferentes combinações de cores.

Na parte da smartband, temos um produto com o formato quadrado, com um botão na lateral que funciona como um auxiliar no acesso às funcionalidades do aparelho. Já no verso, está o sensor BioTracker 2 PPG e os conectores para recarga.

Tela

A tela da Amazfit Bip 3 tem um formato arredondado em suas pontas, e as laterais têm uma curvatura que ajuda a deslizar melhor o dedo para navegar entre os menus. Independentemente disso, é importante destacar que se trata de um painel AMOLED de 1,69 polegadas.

Essa tela tem uma boa qualidade, principalmente por oferecer um nível de brilho atrativo para diferentes ambientes. Felizmente, os ícones são coloridos, e a fabricante disponibiliza diversas opções de watchfaces — planos de fundo.

Porém, um ponto negativo dessa funcionalidade é que o número de opções que estão disponíveis na memória interna para facilitar a troca dessa personalização. Porém, o aplicativo padrão da Bip 3 oferece dezenas de alternativas.

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Ivo Meneghel Jr/ Canaltech

A Amazfit Bip 3 tem um corpo extremamente atrativo para quem prefere smartbands com telas maiores, mas que não repassam essa grandeza também no seu peso. A tela AMOLED com boa qualidade e nível de brilho agradável entrega uma experiência visual bem legal no dia a dia.

Jucyber

Configuração e desempenho

A Amazfit Bip 3 recebeu diversas atualizações, mas recursos que eram esperados para esse modelo não estão disponíveis. Como no caso da Alexa, que está presente em diversos modelos da empresa, mas que não chegou nesse produto.

Mesmo que a ausência dessa assistente virtual não influencie na escolha de uma parte do público, a questão é que existem alternativas que disponibilizam a Alexa por um preço próximo. Porém, existem pontos de destaque nesse aparelho.

Um deles é o aplicativo Zepp. Apesar de o nome ser um pouco diferente do Zepp Life utilizado para administrar a conexão das Mi Bands da Xiaomi, a função é a mesma. Além de ele ser utilizado para sincronizar a Bip 3, ele também permite a recuperação dos dados de outros aplicativos da chinesa para dar o controle a todos as smartbands.

Os recursos são, basicamente, os mesmos que estão presentes na Mi Bands, bem como na Amazfit Bip 3 Pro. Porém, senti falta da opção de manter a tela sempre ativa — always on display —, pois é algo que está implementado em alternativas mais baratas, e até na primeira geração da Bip, mas não foi aplicado nessa versão.

A interface também não é tão fluida quanto eu esperava em uma smartband mais acessível como ela, e sem as implicações de um sistema próprio. Todavia, a experiência de uso foi parecida com a que vista na Xiaomi Mi Band 7.

Outro ponto de destaque é a certificação IP68 para o uso da smartband submersa a até 50 metros de profundidade. E, para quem se exercita, existem 60 atividades monitoráveis na pulseira. Algumas delas são esportes que envolvem água, mas não achei uma função específica para natação. Pode ser que a empresa atualize e disponibilize posteriormente.

Todavia, não dá para rastrear o rota de corridas e caminhadas externas sem o auxílio do celular. O fato de o Bip 3 não ter GPS integrado faz com que o uso do app para sincronização dos dados seja uma obrigatoriedade na prática desse tipo de esporte com o monitor de exercícios.

Os recursos focados em atividades físicas da Bip 3 são parecidos com os vistos na linha Mi Band. Porém, a ausência da opção de GPS nessa versão da fitness tracker comercializada pela Amazfit faz o usuário ficar dependente do smartphone para a prática de exercícios, e isso pode até mesmo ser um elemento que atrapalha na mobilidade, principalmente em corridas.

Jucyber

Bateria e carregamento

Na parte de bateria, não há do que reclamar. Afinal, os modelos da linha Bip sempre tiveram uma ótima autonomia, cumprindo aquilo que a empresa promete ao anunciar o produto. Na versão Bip 3, essa qualidade foi mantida.

Considerando o meu tipo de uso, com o rastreio constante de batimentos cardíacos, modo de exibição da hora ao movimentar o pulso e o recurso “não perturbe” ativado apenas entre 23h e 06h, o gasto de bateria foi de 9% ao dia.

Isso significa que, para zerar a bateria de 280 mAh do aparelho, seriam necessários 11 dias em uso contínuo. Na prática, isso deixa a experiência real bem próxima da estimativa, que é de até 14 dias.

Concorrentes diretos

Mesmo que a Amazfit Bip 3 tenha os seus diferenciais, existem algumas alternativas que podem fazer mais sentido no que diz respeito aos recursos e usabilidade. Esse é o caso da Xiaomi Mi Band 7 Pro, que é uma grande concorrente deste produto.

O aparelho desenvolvido e comercializado pela gigante chinesa tem um design atrativo e confortável. Ele tem uma ótima qualidade de tela, os recursos equivalentes, mas melhores e a bateria também é muito boa.

É preciso ter atenção na hora da compra para que a versão global seja a adquirida, pois a opção chinesa envolve uma série de configurações no celular para ficar minimamente utilizável. Já o preço é próximo de R$ 310, que fica acima do cobrado pela Amazfit Bip 3.

Vale a pena comprar a Amazfit Bip 3?

A Amazfit Bip 3 é o tipo de produto que pode fazer sentido para quem quer uma pulseira inteligente com tela ampla. Porém, o preço pedido por esse aparelho faz com que não seja uma boa opção comprá-lo pelo preço acima de R$ 250 no mercado brasileiro.

Existem diversas configurações interessantes no produto, e isso ajuda a gerar certos pontos positivos. Como a tela com boa visibilidade dos conteúdos e o fato de ser colorida, seguindo uma tendência bem-vinda nas pulseiras inteligentes.

Além disso, os recursos parecidos com os da Mi Band ajudam a fazer a adaptação para quem deseja migrar de modelo ser mais fácil, bem como o acesso ao app Zepp. E, assim como a 7ª versão da smartband da Xiaomi, há alguns problemas na interface que influenciam na fluidez do sistema.

Com isso, é preferível comprar a Xiaomi Mi Band 7 Pro, pois ela traz diversas funções, tela interessante e um preço compatível com o que entrega. Afinal, é uma média de R$ 310, e isso representa um gasto superior a 40 reais em relação ao cobrado no Bip 3, mas com ajustes que agradam na experiência de uso.

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