Review Edifier GM3 | um fone Bluetooth gamer sem lag e com qualidade

Por Bruno Bertonzin | Editado por Léo Müller | 15 de Dezembro de 2021 às 09h52

clique para compartilhar

Link copiado!

GM3 TWS
ver mais

A Edifier ganhou território com produtos de áudio com qualidade acima da média e preços mais em conta. Um dos bons fones TWS (True Wireless Stereo , totalmente sem fios) da marca é o Edifier GM3 TWS, produto que vamos dissecar nesta análise. Assim, você poderá descobrir se vale a pena ou não levar o produto para casa.

O vestível intra-auricular segue o design livre de fios e permite a conexão com celulares Android e iOS. O acessório tem como proposta atingir o público gamer, mas também promete qualidade sonora boa para o uso geral.

O GM3 já pode ser encontrado oficialmente no mercado nacional, mas será que ele consegue bater de frente com o mar de concorrentes da categoria de fones TWS?

Prós

  • Modo Jogo de baixa latência com otimização de áudio
  • Preço
  • Certificação IP55

Contras

  • Sem compatibilidade com aplicativo da marca
  • Sem ANC
  • Baixa autonomia de bateria

Design e Construção

O Edifier GM3 segue a identidade visual de fones de ouvido TWS similares à estética dos AirPods. Ele conta com uma haste comprida que fica para fora do ouvido — característica que dá um aspecto mais sofisticado ao dispositivo.

Na parte inferior dela, encontram-se dois conectores magnéticos que servem para dar carga dentro do estojo. Já na parte de cima, temos um sensor de gestos, cujas funções permitem controlar as faixas ou gerenciar os modos dos fones de ouvido.

No geral, o sensor é bastante prático e reconhece bem os toques. O fato de ele ser destacado, com um pequeno aro em volta, também facilita na hora de localizá-lo e torna os gestos mais assertivos.

Já a parte que vai no interior do ouvido possui um design levemente curvado para dentro. As pontas são de silicone — para garantir mais conforto durante horas de uso — e ainda há borrachinhas extra para substituição.

Os fones possuem revestimento com certificação IP55, que garante uma maior resistência contra poeira e água. Dessa forma é possível usá-los durante a prática de exercícios físicos. Eles aguentam até mesmo alguns respingos de chuva, mas não podem ser submersos em líquidos.

A case de carregamento também tem um visual bem popular, com um design retangular. Seu tamanho mais reduzido é um ponto positivo, já que ele fica mais discreto dentro do bolso.

Embaixo, temos apenas o conector USB-C e, na frente, três luzes LED que indicam o carregamento e o nível da carga. Já na porção superior, encontramos o nome da linha de acessórios: Hecate.

O estojo é disponibilizado em duas cores, que combinam com os próprios fones. Dessa forma temos o acessório na cor preta ou branca. Seu interior é cinza ou preto — dependendo da cor exterior — e tem os slots para guardar cada um dos lados.

Como já é padrão nesse tipo de acessório, a tampa do estojo é magnética, e isso garante mais facilidade na hora de manuseá-lo com uma só mão.

Qualidade de som

O Edifier Hecate GM3 possui dois modos de reprodução — o Music Mode e o Game Mode.

O primeiro, como seu nome já sugere, é mais voltado para a reprodução comum de músicas. Ele entrega um bom balanço entre as frequências e um resultado agradável para ouvir as canções.

Aqui, não acontece de os graves, por exemplo, terem mais destaque em relação aos médios e agudos — ou vice-versa. Com isso temos uma qualidade sonora aceitável para sua faixa de preço

Já o Game Mode não só reduz a latência para jogos, como também modifica a qualidade do som. Com ele ligado, sim, temos uma otimização de graves, que ficam mais perceptíveis em músicas como Smooth Criminal, do Michael Jackson.

Além disso, temos um volume geral ainda mais alto com o modo de jogo ativado. Mas, em casos para reprodução musical, a qualidade geral é afetada e o som fica mais abafado, com bastante perda de médios e agudos.

Mas, ao desativar o Modo Game, a reprodução fica mais agradável e volta a apresentar um equilíbrio de frequências, mesmo no volume máximo.

Esse Game Mode, de acordo com a marca, é essencial em jogos FPS, já que dá mais destaque para sons de passos ou tiros, por exemplo, e entrega uma fidelidade maior.

Fiz um teste com o recurso ativado enquanto jogava Modern Combat 5, e a experiência foi bem satisfatória. O áudio é bem fiel e sem lags em relação ao conteúdo reproduzido, e a equalização de áudio ainda dá mais destaque para sons de tiros.

Um aspecto negativo é que ele não conta com sistema de cancelamento de ruído ativo (ANC). Seu formato até oferece um pouco de isolamento passivo, mas não é nada que se aproxime do que é oferecido por um fone que conta com a tecnologia.

O desempenho do Edifier GM3 em músicas é um dos seus pontos fortes. Ele tem um ótimo equilíbrio entre frequência e não deixa que um som se sobressaia em relação ao outro.

Bruno Bertonzin

Bateria e conectividade

A Edifier promete que o GM3 pode chegar a 4,5 horas de uso com a carga dos buds, e essa duração pode ser ampliada em mais 15 horas com a bateria do estojo de carregamento.

No meu teste, reproduzi músicas com qualidade alta do Spotify, e a bateria do fone durou precisamente o que é prometido. O lado direito descarregou em exatas 4 horas e meia, enquanto o esquerdo durou cerca de 20 minutos a mais.

Essa diferença pode ser justificada pela distribuição das frequências em cada lado ou por alguma diferença no hardware interno entre eles.

Apesar de permitir ouvir músicas por um bom tempo, essa autonomia ainda está um pouco abaixo da média, já que alternativas até mais simples — como o Honor Choice Earbuds X, que testei recentemente — já oferecem mais de sete horas de reprodução, também com uma opção para “Modo Jogo”.

Em relação à conectividade, vejo um pequeno aspecto negativo, mas que não é muito incomum em fones de ouvido mais simples: o Edifier GM3 não tem um aplicativo dedicado para conexão com o celular.

Dessa forma, o usuário pode ir direto nas configurações Bluetooth do telefone e fazer o pareamento. Por um lado, isso é bom, já que facilita na hora de começar a usar o acessório.

Por outro, limita as opções de gestos e configurações dos acessórios e dificulta na hora de acompanhar o nível de bateria, já que só é possível conferir pelas luzes LED ou pela barra de status do celular.

Isso é particularmente ruim, já que ambas as opções não oferecem um resultado exato, e fica impossível saber a carga real dos fones de ouvido ou do seu estojo.

De qualquer forma, a case possui três luzes LED que indicam o status de carregamento da sua bateria. Elas também mostram, com a tampa fechada, qual fone de ouvido está devidamente encaixado no conector.

Isso é útil para saber se o vestível está com algum mau contato ou se tem algo interrompendo a conexão entre ele e a caixa e, consequentemente, atrapalhando o carregamento.

Durante todo o período de carregamento dos fones dentro do estojo, suas duas luzes piscam continuamente. Somente quando a carga dos vestíveis estão cheias, os LEDs apagam.

Isso é um pouco incômodo se você deixar para carregá-los durante a noite em uma mesa de cabeceira, por exemplo, já que a case ficará piscando na sua frente. Mas o problema é resolvido se você deixá-la guardada durante a carga.

Controle por toques

O Edifier GM3 oferece várias opções de controles por toques, com funções diferentes em cada lado. Com o sensor, é possível alterar as faixas, acionar o assistente digital no celular ou ativar/desativar o Game Mode.

Confira o que cada gesto permite controlar:

  • Duplo clique em qualquer lado: pausa ou retoma a reprodução
  • Clique longo no lado esquerdo: retroceder
  • Clique longo no lado direito: avançar
  • Clique triplo no lado direito: Modo Jogo
  • Clique triplo no lado esquerdo: acionar o assistente de voz
  • Duplo clique durante ligação: atender ou desligar a chamada
  • Clique longo durante ligação: rejeitar chamada

A autonomia da bateria do Edifier GM3 é um aspecto um pouco negativo — enquanto muitas marcas já oferecem mais de 5 horas de reprodução e chegam até a sete ou oito horas, ele para em 4 horas e meia de música.

Bruno Bertonzin

Ficha técnica

  • Peso: 3,7 g (cada fone)
  • Drivers dinâmicos de 10 mm;
  • Impedância: 32Ω
  • Modo de baixa latência para jogos;
  • Controles de toque;
  • Resistência a respingos de água (IP55);
  • Bateria de 40 mAh (cada fone); 400 mAh (estojo);
  • Bluetooth 5.2.

Acessórios

A caixa do Edifier GM3 inclui, além do próprio fone e do estojo, quatro pares de pontas de silicone extra na cor branca — ou a mesma que acompanha em seu fone de ouvido, caso opte pela versão preta

Além disso, o acessório é acompanhado de um cabo USB-C para carregamento — em tamanho pequeno, porém nada fora do comum em fones TWS —, mas não há um carregador para plugar na parede.

O kit fica completo com a presença de um manual, que possui instruções em vários idiomas, inclusive em português.

Concorrentes Diretos

O Edifier GM3 TWS enfrenta concorrências como o Anker Soundcore Life P2 ou Galaxy Buds Live — em um segmento mais popular — ou do Blitzwolf BW-FLB3, para quem busca um acessório para jogos.

Em relação ao preço, os três estão basicamente no mesmo patamar — o Edifier e o Anker são encontrados com preços entre R$ 200 e R$ 400, o Blitzwolf entre R$ 200 e R$ 400 e o Galaxy Buds Live entre R$ 400 e R$ 500.

Já em recursos, o Galaxy Buds Live leva uma pequena vantagem por contar com redução de ruído, algo que seus rivais não oferecem. No entanto, seu formato de “feijão” é um pouco avantajado e pode causar certo desconforto durante horas de uso.

Já quem busca um dispositivo mais voltado para jogos, o Edifier é uma boa opção: seu Game Mode melhora o áudio e deixa a experiência ainda mais realista, graças a otimização de graves e da falta de lags.

Em um uso geral, o dispositivo também não deixa na mão e entrega uma boa qualidade musical, o que faz ele ser uma das melhores opções dentro dessa faixa de preço.

Conclusão

O Edifier GM3 é uma boa opção para quem busca um fone de ouvido gamer com bom desempenho musical. Ele oferece um bom equilíbrio entre frequências, que deixa as reproduções bem agradáveis.

Já com o Game Mode ativado, é possível ter uma equalização diferenciada. Isso deixa sons de tiros mais realistas em títulos FPS e aumenta os graves das canções. Em um volume muito alto, porém, a qualidade sonora não fica tão boa para mídia, mas tudo é resolvido ao voltar o fone de ouvido para o Music Mode novamente.

Sua certificação IP55 também é um ótimo destaque, já que garante mais segurança não só contra respingos de água, mas também contra poeira — algo que outros modelos normalmente não oferecem.

Sua autonomia de bateria é boa, mas nada fora do normal. Na verdade, ainda fica um pouco atrás da média, já que muitos outros fones oferecem mais de cinco horas e podem chegar até a oito.

De qualquer forma, seu preço mais baixo é um atrativo e meio que justifica esses pequenos aspectos negativos que encontrei durante essa análise.