Review Beats Studio3 Wireless | O fone que se destaca pela autonomia

Por Jucyber | Editado por Léo Müller | 29 de Outubro de 2021 às 17h20

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Beats Studio3
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Quando o assunto são fones de ouvido over-ear — aqueles que ficam sob as orelhas— a Beats Electronics é uma das primeiras marcas que o público brasileiro se lembra. Por esse motivo, modelos mais antigos como o Beats Studio 3 Wireless ainda chamam a atenção dos usuários.

Conforto, cancelamento ativo de ruído — ANC — e ótima autonomia de bateria são algumas características que fazem esse produto de 2018 ser procurado por quem deseja o acessório da marca pertencente à Apple.

Mas será que o preço alto faz sentido para esse fone Bluetooth? Confira na análise completa.

Prós

  • Almofadas confortáveis
  • Cabo removível com conexão P2
  • Ótima autonomia de bateria

Contras

  • Som de qualidade baixa
  • Conexão microUSB para recarga
  • Preço

Design e construção

O Beats Studio3 Wireless tem o formato over-ear — que se encaixa por cima das orelhas — dando um conforto maior no uso, principalmente para quem não se adapta bem aos intra-articulares.

  • Altura: 18,4 cm (desdobrado);
  • Peso: 260 g.

Visualmente, ele não possui diferenças em relação a outros modelos mais recentes da marca. Porém, esse tipo de fone tem como vantagem o conforto que proporciona para quem usa por longas horas, seja durante o expediente no trabalho, para estudar ou em viagens.

Essa comodidade é possível graças à haste com almofadas, e nas conchas o material macio também está presente. Entretanto, a borracha do arco é um pouco mais densa e pode incomodar quem tem pouco cabelo.

A adaptação do Beats Studio3 Wireless é muito agradável, pois consegue atender perfeitamente quase todos os tipos de usuários. A haste flexível permite uma expansão para se encaixar o melhor possível na cabeça.

Porém, é recomendável realizar o ajuste antes de colocar os acessórios, pois quem tem cabelo grande pode enganchar os fios na hora de expandir ou contrair os fones. É importante destacar que esse extensor é de alumínio e tem uma boa resistência.

Outra característica interessante do Beats Studio3 é o fato dele ser dobrável. Dessa maneira, fica mais fácil realizar o ajuste do fone para encaixar no case disponibilizado na embalagem e até mesmo para guardar em uma bolsa, mochila ou mala.

Além do estojo, a caixa do Beats Studio3 tem o cabo P2 com 1,5 metro de comprimento, o carregador no padrão USB-A para microUSB e alguns adesivos da marca que chamam a atenção de quem é fã da empresa.

Na parte externa à direita, estão o botão para ligar, parear o fone com o celular, tablet ou computador, e ligar o cancelamento ativo de ruído (ANC). Um pouco abaixo – de forma discreta – estão os LEDs indicativos da capacidade de bateria.

A conexão microUSB está localizada próxima da almofada, e serve para recarregar a bateria interna dos fones. Já à esquerda, está a entrada para uso do cabo removível no padrão P2, possibilitando o uso sem depender da conexão Bluetooth.

Essa área do fone também traz uma luz de LED para indicar quando o ANC está em uso. Na área em que está a logo da Beats, existem três botões que podem ser utilizados para diversos comandos. Veja os principais:

  • Um clique no “B”: reproduzir ou pausar a música / atender ou desligar ligação;
  • Dois cliques no “B”: pula para a próxima música;
  • Três cliques no “B”: volta para a música anterior;
  • Um clique no botão de cima: aumenta o volume;
  • Um clique no botão de baixo: reduz o volume.

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Ivo/Canaltech

Trabalhar usando o Beats Studio3 Wireless é ótimo. O isolamento ativo de ruído (ANC) funciona muito bem para quem os barulhos da rua não influenciem negativamente na minha concentração.

Jucyber

Qualidade de som

Na prática, o som do Beats Studio3 Wireless é acima da média do esperado para um fone de ouvido considerado intermediário premium. A equalização dele é mais voltada para os tons médios, e isso o deixa no mesmo patamar de outros over-ear mais baratos, como o JBL Club 700BT.

O fone da Beats até permite uma distinção entre agudos, médios e graves, mas a experiência auditiva é muito básica. Nas canções em que as frequências mais baixas poderiam ser mais exploradas, como “Gold Digger” — do Kanye West e Jamie Foxx — a música Rap fica com uma sonoridade mais leve.

Entretanto, existem pontos positivos nesse fone. Um deles é que a exploração de volumes maiores não provoca distorção no áudio — apesar de ser estridente — mesmo em 50%. Para quem tem ouvidos mais sensíveis o som alto pode não agradar muito.

As espumas de proteção ajudam no isolamento passivo, mas o real destaque dele é o isolamento ativo de ruído (ANC). Essa funcionalidade ajuda muito a elevar a qualidade deste fone de ouvido.

É notório que grande parte dos sons externos são abafados para dar uma imersão maior. Dessa forma, o usuário consegue impedir interferências para ter um pouco mais de silêncio enquanto foca no trabalho ou estudo.

Microfone integrado

Assim como outros fones de ouvido Bluetooth, o Beats Studio3 Wireless tem um microfone interno. Essa ferramenta pode ser útil para quem deseja fazer chamadas de vídeo sem precisar utilizar headsets que têm o microfone aparente.

Mesmo com essa vantagem, a qualidade geral do áudio não é boa. O som fica extremamente abafado, e isso demonstra que faltou um refino da Beats para entregar a nitidez esperada pelo público em um produto “by Apple”.

Em ligações a experiência negativa se mantém, pois o volume abaixo do esperado atrapalha a compreensão da mensagem, e em ambientes mais barulhentos essa percepção é maior.

Bateria e carregamento

De acordo com a fabricante, o Beats Studio3 tem uma bateria de longa duração, com autonomia para até 22 horas de reprodução com o cancelamento ativo de ruído em uso.

Isso demonstra o trabalho da empresa para dar uma ótima autonomia em um fone de ouvido Bluetooth. Em nossos testes, a bateria reduziu de 100% para 50% em cerca de 11 horas e 50 minutos de reprodução constante com o ANC ativo e o volume ajustado em 50%.

Isso quer dizer que a duração total neste formato de uso é de 23 ou até 24 horas. Por ser uma estimativa, variações ocorrerão de acordo com o aparelho conectado, o gênero da música em execução, entre outros fatores.

Entretanto, dá para notar que existe uma superioridade na duração de bateria no Studio3. Considerando que a autonomia sobe consideravelmente com o ANC desligado — 40 horas —, os resultados são mais surpreendentes.

O Beats Studio3 tem tecnologia Bluetooth 4.0, e isso permite que ele se conecte rápido em qualquer celular Android ou computador. Porém, quando o usuário tem algum produto Apple — seja iPhone ou iPad —, dá para ter uma noção de como funciona o ecossistema da empresa.

Isso porque, ao ligar os fones e o Bluetooth em um iPad, a identificação do fone foi automática. Uma janela pop-up apresentou o modelo e deu as orientações para conexão com o tablet.

Concorrentes Diretos

Considerando a qualidade sonora e o preço do Beats Studio3 Wireless no Brasil — em torno de R$ 2.100 —, é possível encontrar alternativas mais atrativas e que dão uma experiência de áudio superior.

O primeiro concorrente recomendado é o JBL Club 700BT, que é uma opção mais coerente em qualidade de áudio. Ele consegue explorar melhor os tons graves das músicas e ainda tem como vantagem a autonomia de até 50 horas no uso contínuo.

Outra característica interessante desse fone Bluetooth da JBL é o recurso TalkThru, no qual é possível ouvir músicas e — ao mesmo tempo — compreender o que uma pessoa próxima está falando sem precisar remover o acessório das orelhas. O principal ponto positivo do JBL Club 700BT é o preço abaixo de R$ 800.

Uma alternativa mais focada no mercado premium é o Sony WH-1000XM4. Esse fone tem muitas características interessantes, mas o fato dele ter um dos melhores cancelamentos de ruído da categoria a qual pertence é o grande diferencial.

O fone da Sony tem uma boa fidelidade de som — mesmo no uso via Bluetooth — e a bateria dura mais de 30 horas com o ANC ligado. Entretanto, para ter acesso a essas vantagens é preciso desembolsar mais de R$ 2.300.

Conclusão

O fone Beats Studio3 Wireless mostra que nem sempre “panela velha é que faz comida boa”, pois o dispositivo com mais de 3 anos de lançamento não vale a pena. A qualidade sonora deixa a desejar em diversos gêneros musicais pela falta de “personalidade” no som.

Os tons médios e agudos têm uma presença maior do que os graves, e isso demonstra uma equalização desbalanceada feita pela Beats. A conexão rápida com os dispositivos Apple é um diferencial que poderia estar presente em fones de outras marcas, mas não é algo que faça tanta falta no dia a dia.

Porém, é importante destacar que a empresa conseguiu colocar uma bateria de alta durabilidade e que vai além das especificações chamativas, demonstrando que para uso contínuo ele é bem interessante.

Apesar de entregar o conforto desejado pelo usuário, existem alternativas melhores na faixa de preço do Beats Studio3. Para quem busca um som de qualidade e não quer abrir mão da autonomia, a melhor opção é comprar o Sony WH-1000XM4, ou economizar um pouco e adquirir o Sony WH-1000XM3 sem deixar de lado os diferenciais presentes no fone da japonesa.

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