Micro e pequenas empresas geraram 533 mil postos de trabalho de janeiro a junho

Micro e pequenas empresas geraram 533 mil postos de trabalho de janeiro a junho

Por Diego Marques | Editado por Claudio Yuge | 09 de Agosto de 2022 às 16h20
Elements/bialasiewicz

De acordo com uma análise realizada pelo Sebrae, no primeiro semestre de 2022 as micro e pequenas empresas (MPE) responderam pela criação de mais de 960 mil vagas de emprego, enquanto as médias e grandes (MGE) foram responsáveis pela geração de pouco mais de 279 mil. Os dados analisados pela organização foram tirados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O resultado obtido pelo Sebrae revela que há uma semelhança com os dados do primeiro semestre de 2021, quando os pequenos negócios geraram 7 em cada 10 vagas. Com isso, as MPEs seguem sustentando a geração de novos postos de trabalho no Brasil.

Nos últimos seis primeiros meses de 2022, os dados divulgados pelo Sebrae mostram as MPEs do segmento de Serviços a principal criadora de postos de trabalho no Brasil, ultrapassando o número de 533 mil contratações. O segmento de Construção e Indústria da Transformação segue com a segunda e terceira posições, com 168,8 mil e 126,3 mil empregos gerados, respectivamente.

Vale destacar que em todos os setores do mercado de trabalho no país, as MPEs apresentaram saldo positivo no período, inclusive no Comércio, que foi o único com saldo negativo entre as MGEs. Enquanto as MPE scriaram 90,6 mil novos postos, as MGEs encerraram de janeiro a junho com 42,8 mil vagas.

As micro e pequenas empresas foram o setor com o maior número de contratações e geração de empregos do país (imagem:Reprodução/unsplash-Lerone Pieters)

Carlos Melles, presidente do Sebrae, explica que os números da pesquisa realizada pela instituição revelam que as pequenas empresas são o segmento com melhores condições para responder ao desafio da criação de empregos no país.

“Apesar da alta da inflação, que atingiu em cheio os pequenos negócios, os empreendedores conseguiram manter um primeiro semestre extremamente positivo. Acreditamos que a nova fase do Pronampe, iniciada no final de julho, deve contribuir ainda mais para a melhoria desse cenário, permitindo que as micro e pequenas respirem um pouco melhor e façam os investimentos necessários para aumentar a sua produtividade."

Pronampe libera novos empréstimos

O Pronampe foi criado no ano de 2020 com o intuito de auxiliar os empreendedores no período de pandemia causado pela covid. O programa do governo liberou este ano cerca de R$ 50 bilhões, para pequenos e médios negócios

O empréstimo pode ser solicitado por Microempreendedores Individuais (MEIs) e microempresas que faturam até R$ 360 mil por ano; pequenos empresários faturando entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões anualmente e organizações de médio porte com receita de até R$ 300 milhões por ano.

Segmento de micro e pequenas empresas poderão utilizar crédito liberado pelo Pronampe para investir no próprio negocio ou pagar despesas do dia a dia (Imagem:Reprodução/unsplash/David Dvořáček)

Segundo a Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia (Sepec/ME), a contratação da operação vai até dezembro de 2024.

Todo o processo é realizado acessando o portal e-CAC, no site da Receita Federal. Uma vez na página oficial, o interessado precisa clicar no botão “Autorizar o compartilhamento de dados” e escolher qualquer instituição financeira disponível na lista.

As regras para solicitar o empréstimo junto ao Pronampe são as seguintes:

  • É possível solicitar empréstimos de até 30% da receita bruta anual da empresa em 2019;
  • Para novos negócios, que ainda não possuem 12 meses de funcionamento, o limite liberado pelo programa do governo é de até metade do capital social ou de 30% da média do faturamento mensal;
  • O empreendedor que solicitar o empréstimo deve manter o número de empregados por até 60 dias.

Vale ainda ressaltar que o Pronampe deve ser utilizado para as pequenas e médias empresas usarem os recursos obtidos em investimentos, como adquirir máquinas e equipamentos, realizar reformas, etc; e/ou para despesas operacionais, como salário dos funcionários, pagamento de contas como água, luz, aluguel, compra de matérias-primas, mercadorias, entre outras.

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