Dona do TikTok compra uma das maiores redes de hospitais da China

Dona do TikTok compra uma das maiores redes de hospitais da China

Por Munique Shih | Editado por Claudio Yuge | 09 de Agosto de 2022 às 22h30
Divulgação / Bytedance

A ByteDance expandiu seu portfólio de serviços com a aquisição de uma das principais redes de hospitais da China, a Amcare Healthcare, pelo valor de US$ 1,5 bilhões (R$ 7,7 bilhões), marcando um dos maiores acordos de uma big tech nacional, desde a repressão da internet naquele país.

A Amcare Healthcare foi fundada em Pequim no ano de 2006 e administra hospitais femininos e infantis nas cidades de Pequim e Shenzhen. Em 2020, a empresa obteve uma licença do governo para operações de fertilização in vitro após adquirir um hospital em Pequim.

Segundo o banco de dados de empresas privadas e públicas sediadas na China, Qichacha, duas subsidiárias da ByteDance já possuem uma participação combinada de 100% na rede de hospitais.

O campo da saúde não é uma novidade para a ByteDance, a big tech conta com o seu próprio app de saúde, Xiaohe, voltado para consultas online, hospitalares e serviços de bem-estar, assim como as concorrentes domésticas Alibaba Health Information Technology Ltd. e Ping An Healthcare and Technology.

Em 2020, a dona do TikTok também investiu em uma startup de biotecnologia especializada na descoberta de novos medicamentos, Shuimu BioSciences e na empresa que realiza síntese de DNA, Songuo Medical.

ByteDance deve expandir mais ainda a sua presença no setor de saúde (Imagem: Divulgação/Kaspersky)

A mais nova aquisição da ByteDance mostra que a gigante provavelmente busca se expandir para novas áreas, visto que o setor de entretenimento online tem sido alvo constante de Pequim — que tem criado novas regulamentações para a área de tecnologia para conter a “expansão desordenada de capital” no final de 2020.

Com a aquisição, a dona da rede social que popularizou o formato de vídeos curtos se une a outras big techs, como Apple e Amazon, que exploram cada vez mais maneiras de digitalizar o setor de saúde tradicional e popularizar a telemedicina.

A demanda por serviços de saúde na Internet disparou em meio à pandemia de Covid-19. No auge da crise de saúde pública na China no início deste ano, consultas online gratuitas oferecidas por provedores ajudaram a aliviar a pressão sobre os hospitais locais e a tranquilizar os pacientes.

Segundo a empresa de pesquisa de mercado norte-americana Frost & Sullivan, o mercado de telemedicina da China deve atingir 198 bilhões de yuans (R$ 150,2 bilhões) até 2025, bem acima dos 22 bilhões de yuans (R$ 16,7 bilhões) em 2020 — aumento promovido pela pandemia.

Atualmente os investimentos da ByteDance abrangem setores que incluem o metaverso, educação, robôs de limpeza até café, porém a empresa reduziu seus investimentos após o aumento da pressão das autoridades sob os negócios das empresas de tecnologia chinesas.

Fonte: Bloomberg

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