Harmony: satélites gêmeos vão estudar oceanos, vulcões e terremotos

Harmony: satélites gêmeos vão estudar oceanos, vulcões e terremotos

Por Danielle Cassita | Editado por Patrícia Gnipper | 22 de Setembro de 2022 às 18h14
claudioventrella/Envato

Nesta quinta-feira (22), a Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou a seleção da missão Harmony para implementação por meio do programa FutureEO, com lançamento estimado para 2029. Esta é a décima missão da série Earth Explorer e contará com dois satélites, que vão ajudar os cientistas com novas informações sobre os oceanos, gelo, terremotos e vulcões em nosso planeta. Com a seleção, a Harmony avançará para a próxima etapa de desenvolvimento.

Os satélites gêmeos vão orbitar a Terra junto do satélite Sentinel-1, da iniciativa Copernicus. Cada um deles terá um radar de abertura sintética somente para recepção, acompanhado de um instrumento de luz infravermelha-térmica de visões múltiplas. Junto das observações do Sentinel-1, os satélites Harmony vão oferecer observações de alta resolução dos movimentos na superfície terrestre.

Nosso planeta é um sistema altamente dinâmico, em que o transporte e trocas de energia e matéria dependem de diferentes processos e mecanismos de feedback. Assim, a ideia é que a missão Harmony revele as complexidades destes processos, ajudando os cientistas a entender a Terra como um sistema.

Paco López-Dekker, investigador principal da Harmony, explica que a missão poderá quantificar os processos responsáveis pela troca de momento, calor e umidade entre a superfície do oceano e o ar. “Estas trocas influenciam processos na atmosfera inferior, impulsionam padrões climáticos e afetam o clima”, explicou ele.

Dekker destacou que a Harmony irá também observar o movimento das geleiras nas montanhas, medindo ainda as pequenas mudanças na forma da superfície terrestre, como aquelas causada por terremotos e atividades vulcânicas. “Portanto, a missão vai contribuir para o monitoramento de riscos”, acrescentou.

“Estamos extremamente felizes em ver a Harmony se juntando a esta família extraordinária de missões, e temos certeza de que ela trará avanços significativos na compreensão do funcionamento do nosso frágil planeta”, declarou René Forsberg, presidente em exercício do Comitê Consultivo da ESA em Observações da Terra.

Fonte: ESA

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