Cosmonauta Anna Kikina estará na missão Crew-5 em 2022

Por Wyllian Torres | Editado por Patrícia Gnipper | 21 de Dezembro de 2021 às 11h30

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A cosmonauta Anna Kikina, da agência espacial russa Roscosmos, estará a bordo da próxima missão comercial da NASA para a Estação Espacial Internacional (ISS) com a nave Crew Dragon, da SpaceX. A missão Crew-5 está prevista para a segunda metade de 2022.

Segundo Joel Montalbano, gerente do programa da ISS pela NASA, o plano é lançar um cosmonauta pela Crew-5 no outono do próximo ano. “Em seguida, lançar um astronauta da NASA em uma missão Soyuz futura", disse que Montalbano, acrescentando que as agências seguem finalizando o acordo.

Embora a escolha ainda não tenha sido oficializada, as autoridades russas anunciaram o nome da cosmonauta pela primeira vez no começo deste mês. Atualmente, Kikina é a única cosmonauta na ativa no quadro de funcionários da Roscosmos e esta será sua primeira viagem ao espaço.

Montalbano disse que uma cosmonauta começou a treinar nas instalações da SpaceX, mas não confirmou se é Anna Kikina. Caso se confirme, Kikina se juntará aos astronautas Nicole Mann e Josh Cassada, da NASA, transferidos da primeira missão tripulada da Boeing, e ao astronauta japonês Koichi Wakata.

Programa comercial de viagens espaciais

O diretor-gral da Roscosmos, Dmitry Rogozin, disse que, em troca do assento na Crew Dragon, a agência ofereceria um lugar na nave russa Soyuz para um astronauta norte-americano. Pelo menos era este o objetivo da NASA, conforme seu programa comercial crescesse.

Boeing e SpaceX foram selecionadas pela NASA em 2014 para realizar voos tripuladas de e para a ISS. Até agora, a SpaceX realizou quatro missões, enquanto a Boeing, nenhuma. Isso porque a sua nave Starliner tem enfrentado uma série de anomalias que atrasam cada vez mais seus testes.

Em agosto, momentos antes de iniciar um teste de voo não tripulado, a nave Starliner apresentou uma anomalia em seu sistema de propulsão de sua espaçonave. Posteriormente a Boeing alegou que o combustível reagiu com a umidade e correou as válvulas.

A verdadeira causa do problema ainda encontrada, mas a equipe de engenheiros da Boeing segue trabalhando para aproveitar uma próxima janela de lançamento, que não deve acontecer antes de maio de 2022.

Fonte: Space.com