Saiba o que são baleias, tubarões e a "hierarquia submarina" do mercado cripto

Saiba o que são baleias, tubarões e a "hierarquia submarina" do mercado cripto

Por Diego Marques | Editado por Claudio Yuge | 09 de Agosto de 2022 às 18h20
Reprodução/unsplash/Jakob Owens

Provavelmente você já ouviu falar sobre as "baleias Bitcoin", e descobriu que esse tipo de investidor tem grandes quantias do ativo e forte influência no mercado. Mas no mar das criptomoedas existem muito mais "peixes", e todos eles têm um impacto no setor. Segundo a Glassnode, uma empresa de análise cripto, há uma espécie de "hierarquia submarina" no segmento.

Se o investidor possui menos de um Bitcoin no ecossistema marinho do mercado cripto, ele é um humilde "camarão". Se tem algo entre 1 e 10 moedas, recebe a classificação de "caranguejo". Os que possuem entre 10 e 50 Bitcoin são chamados de "polvo", enquanto aqueles com 50 a 100 BTCs são considerados "peixe".

Para ter uma presença marcante no mercado, o investidor precisa de algo entre 100 e 500 Bitcoin, para receber o status de "golfinho". Agora, se quer ser reconhecido como uma figura forte no mar cripto, é necessário ter entre 500 e 1.000 BTCs, para ser considerado um "tubarão".

O status mais alto que um investidor cripto pode alcançar é o de "baleia", e para isso é necessário ter mais de 1.000 BTCs, mas acontece que até neste nível também têm uma hierarquia. Para realmente dominar os mares e poder influenciar o preço da principal criptomoeda, o investidor precisará de mais de 5.000 Bitcoin, o que lhe dar o status de "jubarte".

Os grandes investidores de Bitcoin, com quantidades acima de 1000 moedas, são considerados baleias (Imagem:Reprodução/unsplash/Jorge Vasconez)

Como as baleias influenciam o mercado?

Elas possuem grandes quantias de Bitcoin, por isso, se uma "baleia" quiser, pode se movimentar e direcionar o preço dos ativos, tanto para cima quanto para baixo. Os pequenos investidores podem apenas acompanhar seus movimentos; se tentarem “nadar” contra, vão acabar sendo “atropelados”.

Digamos que o preço atual do Bitcoin esteja nos R$ 100.000, e uma "baleia" que possui 100 mil unidades da criptomoeda esteja de olho quando o valor chegar próximo de R$ 50.000, para comprar mais do ativo. Então, lentamente, esse investidor começa a vender parte das suas moedas.

A "baleia" envia seus ativos para as corretoras, e, aos poucos, vende suas moedas. A oferta de Bitcoin no mercado aumenta e o preço começa a cair. Um pequeno investidor pode pensar que a queda é uma oportunidade de compra, mas, na maioria das vezes, não percebe que alguém está manipulando o valor da criptomoeda.

Isso não acontece rapidamente. As "baleias" se movem lentamente no oceano, devorando o capital dos "peixes menores" que “morrem” na onda criada pelas grandes controladoras do mercado. Após um longo período de queda, com o preço próximo ao nível programado inicialmente pela "baleia", o "camarão", ao ver que o preço só cai, vende suas moedas, alimentando o grande mamífero.

Então, a "baleia", após levar o preço para o nível desejado, começa um movimento de compra. Com isso, no final do processo, a "baleia" adquire mais Bitcoin por um valor mais baixo; e tem, agora, mais criptomoedas do que possuía inicialmente.

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