Desenvolvedor culpa Xbox Series S por trava de 30 FPS em Gotham Knights

Por Renan da Silva Dores | Editado por Wallace Moté | 19 de Outubro de 2022 às 07h35

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Xbox Series S
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Buscando defender o anúncio recente de que Gotham Knights rodará a 30 FPS nos consoles de nova geração, um desenvolvedor da Rocksteady, estúdio responsável pela aclamada saga Batman: Arkham, criticou o Xbox Series S, chegando a chamar o dispositivo de "batata". Ainda segundo ele, o aparelho não seria tão melhor quando comparado a um dispositivo da geração anterior, e estaria limitando os avanços possíveis no PS5 e Xbox Series X.

Com lançamento esperado para esta sexta-feira, 21 de outubro, Gotham Knights é o novo projeto da WB Games Montreal baseado no universo de Batman e protagonizado por Asa Noturna, Bat-Girl, Capuz Vermelho e Robin — aspecto que possibilitou a introdução de gameplay cooperativo. Discutindo os últimos detalhes antes da estreia, o estúdio canadense confirmou nesta semana que o título rodará em 1440P a 30 FPS no PS5 e Xbox Series X, e em 1080P a 30 FPS no Xbox Series S.

A revelação levou a uma agitação entre o público, que esperava ao menos ver um modo de performance com menor resolução e taxas de 60 FPS, especialmente após a produtora ter cancelado a versão do game para PS4 e Xbox One. Tentando apaziguar a situação, a produtora Fleur Marty foi ao Discord oficial de Gotham Knights explicar que a decisão foi tomada diante dos recursos implementados no jogo, como o próprio modo cooperativo, que exigiriam muito esforço para se obter uma boa otimização.

Mesmo depois disso, as críticas continuaram, e acabaram levando um dos artistas técnicos de personagem da Rocksteady, estúdio-irmão da WB Games Montreal, a comentar o caso, defendendo a escolha da equipe do novo game. No processo, o artista destaca que otimizar games para 60 FPS não é simples, e acaba criticando o Xbox Series S, responsabilizando o console de entrada pelas limitações que estamos vendo em lançamentos recentes.

"A GPU do [Xbox] Series S, na maior parte", afirmou o desenvolvedor a um usuário do Twitter que questionava onde estaria o gargalo, destacando ainda como "jogos multiplataforma sempre precisam ser otimizados a partir da máquina menos performática".

O artista técnico também disse que o Series S não ofereceria um ganho significativo de desempenho em comparação à geração anterior, e chegou a chamar o aparelho de "batata que estaria limitando uma geração inteira de games". As respostas acabaram aumentando a fúria de alguns jogadores, levando o desenvolvedor a excluir os tweets e a própria conta na rede social.

Series S já teve potência criticada no passado

Apesar da reação acalorada do artista e consequente resposta negativa, é válido lembrar que outros desenvolvedores já haviam criticado o console de entrada da Microsoft. Os principais problemas do Xbox Series S seriam a quantidade significativamente mais baixa de memória disponível para os games, além da GPU mais simples que a dos outros dois dispositivos da nova geração, com 4 TFLOPs de poder computacional — o equivalente a um terço do poder do Xbox Series X, que chega a 12 TFLOPs.

As críticas começaram a surgir após os primeiros anúncios de ausência de determinados recursos no aparelho, como Ray Tracing, resoluções mais altas ou altas taxas de atualização, elementos que costumam exigir bastante do conjunto de processamento e das memórias, justamente os pontos tidos como fraquezas da máquina.

Alguns dos casos de maior destaque incluem o do diretor de comunicações da Remedy Entertainment, de Control e Alan Wake, que afirmou que otimizar games para o Series S exigia mais do que apenas baixar a resolução, e o do designer-chefe de Dying Light 2, Tymon Smektala, que disse que a GPU do dispositivo estaria impedindo a Techland, o estúdio do título, de superar a barreira dos 30 FPS.

A própria Microsoft respondeu às críticas defendendo a acessibilidade que o projeto do Xbox Series S proporciona, sendo um ponto de partida atraente para quem quer entrar na nova geração sem gastar muito. A gigante também buscou facilitar a vida dos desenvolvedores ao disponibilizar uma atualização para o kit de desenvolvimento do console que dava maior flexibilidade às produtoras de games, proporcionando acesso e mais controle sobre uma maior quantidade de memória.

Fonte: WCCFTech